30 de Setembro, 2015 - 10:30 ( Brasília )

Geopolítica

O jogo de pôquer entre Obama e Putin por Assad

Em encontro, líderes americano e russo reiteram suas posições sobre uma solução para o conflito sírio. Futuro de Assad é principal divergência, mas especialistas veem espaço para um acordo.

O presidente Bashar al-Assad deve ficar ou sair do poder? Também na reunião na noite desta segunda-feira (28/09) à margem da Assembleia Geral da ONU, a primeira que tiveram em quase dois anos, os presidentes Barack Obama e Vladimir Putin não chegaram a um acordo sobre o futuro papel do ditador da Síria.

Mesmo assim, parecem concordar que só a diplomacia – e não a força militar – pode resolver o conflito sangrento na Síria, que já dura quatro anos. Depois do encontro, ambos os lados comentaram que a reunião foi eficiente e produtiva, o que não deixa de ser surpreendente. Afinal ambos haviam, poucas horas antes, se envolvido numa troca de acusações perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Como jogadores de pôquer tarimbados, os dois líderes enviaram sinais de força e determinação e reiteraram suas posições durante o encontro que tiveram. Segundo o The New York Times, ambos disseram suas opiniões de forma muito clara, mas a porta para uma solução diplomática para o conflito sírio não foi totalmente fechada, pois eles não mostraram todas as suas cartas.

"Obama certamente reforçou sua opinião de que o ditador sírio deve deixar o cargo", afirma o especialista Paul Schwartz, do Center for Strategic Studies (Centro de Estudos Estratégicos).

Após as amplas violações de direitos humanos por Assad, é impossível retornar ao status quo anterior à guerra, argumentou Obama. Mas o presidente americano estaria pelo menos disposto a tolerar a permanência de Assad por um período de transição. Isso pode ser entendido numa frase de Obama que é citada em vários sites: "Realismo dita que um compromisso será necessário, mas realismo também determina uma transição guiada, para além de Assad, rumo a um novo líder."

Para o especialista Malvin Kalb, do Brookings Institution, os americanos agora concordam que Assad seja parte de um processo de negociação para acabar com o conflito. "Mas, num determinado momento, ele terá que sair", avalia.

O presidente Bashar al-Assad deve ficar ou sair do poder? Também na reunião na noite desta segunda-feira (28/09) à margem da Assembleia Geral da ONU, a primeira que tiveram em quase dois anos, os presidentes Barack Obama e Vladimir Putin não chegaram a um acordo sobre o futuro papel do ditador da Síria.

Mesmo assim, parecem concordar que só a diplomacia – e não a força militar – pode resolver o conflito sangrento na Síria, que já dura quatro anos. Depois do encontro, ambos os lados comentaram que a reunião foi eficiente e produtiva, o que não deixa de ser surpreendente. Afinal ambos haviam, poucas horas antes, se envolvido numa troca de acusações perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Como jogadores de pôquer tarimbados, os dois líderes enviaram sinais de força e determinação e reiteraram suas posições durante o encontro que tiveram. Segundo o The New York Times, ambos disseram suas opiniões de forma muito clara, mas a porta para uma solução diplomática para o conflito sírio não foi totalmente fechada, pois eles não mostraram todas as suas cartas.

"Obama certamente reforçou sua opinião de que o ditador sírio deve deixar o cargo", afirma o especialista Paul Schwartz, do Center for Strategic Studies (Centro de Estudos Estratégicos).

Após as amplas violações de direitos humanos por Assad, é impossível retornar ao status quo anterior à guerra, argumentou Obama. Mas o presidente americano estaria pelo menos disposto a tolerar a permanência de Assad por um período de transição. Isso pode ser entendido numa frase de Obama que é citada em vários sites: "Realismo dita que um compromisso será necessário, mas realismo também determina uma transição guiada, para além de Assad, rumo a um novo líder."

Para o especialista Malvin Kalb, do Brookings Institution, os americanos agora concordam que Assad seja parte de um processo de negociação para acabar com o conflito. "Mas, num determinado momento, ele terá que sair", avalia.