03 de Agosto, 2015 - 15:00 ( Brasília )

Geopolítica

Chanceler russo se encontra com líder do Hamas e o convida para ir a Moscou

Rússia diz que forças de segurança mataram 14 militantes islâmicos

O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, se encontrou com o líder do Hamas, Khaled Meshaal, nesta segunda-feira no Catar e convidou-o para visitar Moscou, disse um membro do Hamas, estendendo uma recepção diplomática ao grupo palestino evitado pelo Ocidente.

Meshaal, que vive em Doha, viajou pela última vez para Moscou em 2010, quatro anos depois de sua primeira visita oficial à capital russa.

Em uma nota divulgada em Gaza, o membro do Hamas disse que uma delegação liderada por Meshaal fez a Lavrov um relato sobre as condições na Faixa de Gaza, governada pelo movimento islâmico, no pós-guerra do verão passado com Israel.

Meshaal também discutiu com Lavrov "terrorismo sionista na Cisjordânia e seus ataques a locais muçulmanos e cristãos em Jerusalém", disse o membro, três dias após um ataque incendiário realizado por supostos militantes judeus matar um bebê palestino.

"O ministro das Relações Exteriores (russo) estendeu um convite à liderança (do Hamas) para visitar Moscou e o movimento aceitou o convite e a data será determinada posteriormente", disse o membro.

A Rússia é um dos quatro patrocinadores internacionais, junto com os Estados Unidos, a União Europeia e a Organização das Nações Unidas, de um processo de paz palestino-israelense, ao qual o Hamas se opõe. As conversas de paz foram suspensas há mais de um ano.
 

Rússia diz que forças de segurança mataram 14 militantes islâmicos

Forças do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) mataram oito militantes do Estado Islâmico no domingo e outros seis rebeldes islâmicos nesta segunda-feira no Cáucaso Norte, informou o Comitê Nacional Antirerrorismo (NAK).

Moscou enfrenta uma insurgência de militantes que proclamaram um califado no Cáucaso Norte, uma união principalmente de repúblicas muçulmanas na fronteira sul da Rússia, onde separatistas lutaram duas guerras na década de 1990.

O NAK informou que os rebeldes mortos no domingo na república de Ingushetia estavam envolvidos em "crimes terroristas", incluindo a morte de autoridades da lei e extorsão de dinheiro. Nesta segunda-feira, seis insurgentes supostamente envolvidos em "terrorismo internacional" foram mortos em Nalchik, capital de Kabardino-Balkaria, outra área montanhosa do Cáucaso Norte, informou o NAK.

O NAK identificou um dos mortos em Ingushetia como Adam Tagilov, supostamente responsável pelo conflito na cidade de Grozny, capital da Chechênia, que resultou na morte de mais de 20 pessoas -policiais e militantes- em dezembro de 2014.

Ativistas de direitos humanos e críticos ao Kremlin acusam os serviços de segurança da Rússia de táticas intensas no Cáucaso Norte, dizendo que têm como alvos não só militantes, mas também dissidentes.