13 de Julho, 2011 - 10:32 ( Brasília )

Geopolítica

Obama adverte Síria após invasão da embaixada americana


Washington, 12 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu nesta terça-feira o regime sírio de que "ninguém pode se meter com a embaixada" americana em Damasco, que reabriu após ser atacada na segunda-feira por simpatizantes do presidente Bashar al Assad.

"Enviamos uma mensagem clara de que ninguém pode se meter com nossa embaixada e que tomaremos todas as ações necessárias para protegê-la. Acho que receberam essa mensagem", declarou o líder em entrevista à emissora "CBS".

Obama afirmou que Washington percebe a crescente perda de legitimidade do Governo de Assad "aos olhos do povo", um dia depois de a secretária de Estado americana dizer que o líder sírio "não é indispensável" à nação árabe.

A ideia de que Assad perdeu a legitimidade, expressada na segunda-feira por Hillary e reiterada nesta terça-feira pelo porta-voz da Casa Blanca, Jay Carney, levou os EUA a "trabalhar em nível internacional para aumentar a pressão" e buscar "uma mudança verdadeira à Síria", destacou Obama.

"O que vimos da parte do regime foi um nível de brutalidade inaceitável dirigida contra seu povo", sentenciou o presidente americano.

O Conselho de Segurança da ONU exigiu nesta terça-feira que o Governo da Síria garanta a segurança das embaixadas dos EUA e França em Damasco, em cumprimento do princípio de inviolabilidade das instalações diplomáticas.

Em sua entrevista coletiva diária, a porta-voz do Departamento de Estado americano, Victoria Nuland, disse em Damasco que a embaixada invadida nesta segunda-feira voltou a estar "completamente operacional" nesta terça-feira. A bandeira americana da legação, que tinha sido roubada pelos assaltantes e substituída por uma síria, voltou a tremular.

No entanto, segundo indicou à Agência Efe em Damasco uma fonte do Governo sírio, os Estados Unidos já procuram um novo lugar para instalar sua legação diplomática na capital, onde as autoridades americanas não têm embaixador desde 2005.


EFE
llb/sa