09 de Julho, 2011 - 22:34 ( Brasília )

Geopolítica

Comentário Gelio Fregapani - Aconteceu no País; Ministérios e governabilidade: Juros da Dívida e Ninguém quer a Marina


 

Assuntos: Aconteceu no País; Ministérios e governabilidade: Juros da Dívida e Ninguém quer a Marina

Aconteceu no País

Foi tolhido o direito de defender sua casa por extrema burocracia, enquanto o bandido facilmente consegue armas com alto poder de fogo.
Retirar as armas das pessoas de bem foi fácil. Elas cumprem a Lei. Já desarmar os bandidos parece impossível. É mais seguro agir como bandido e manter a arma em casa.  Melhor ser julgado por sete do que carregado por seis

Uma massa de ar polar está fazendo com que as temperaturas na região Sul do país despenquem, especialmente no Rio Grande do Sul. O frio toma conta de várias regiões sem intervalo de aquecimento como poucas vezes se viu. Dá para acreditar no aquecimento global?

Em Roraima, a Eletronorte não consegue  realizar manutenção da rede elétrica que leva energia da Venezuela até Boa Vista e outros municípios.A reserva indígena São Marcos  impede. A Associação dos Povos Indígenas da Terra Indígena São Marcos  exige dinheiro para permitir a manutenção. A Associação estaria também exigindo repasse de R$ 8 milhões para permitir a instalação de uma rede de fibra ótica para internet banda larga que também atravessará a reserva.

O interessante é que a região de São Marcos foi a primeira colonizada em
Roraima, e até a homologação da reserva abastecia Manaus de carne. As fazendas mais antigas eram bi-centenárias. Com a criação da reserva, os índios a abandonaram depois de matar o gado e em massa emigraram para Boa Vista. Agora, certamente orientados pelas ONGs, , novamente se reuniram para extorquir mais algum dinheiro 
A construção de uma  hidrelétrica no Rio Cotingo acabaria com a dependência da energia venezuelana e evitaria tal situação, mas por uma década  o Conselho Indígena de Roraima tem impedido a construção.

Ministérios e governabilidade

Sabemos que neste regime hibrido de presidencialismo parlamentarista a presidente não pode bater de frente com o Congresso. Lula, para governar,  “comprava” os partidos distribuindo ministérios (e parlamentares com o mensalão). Dilma, mais nacionalista, parece-nos querer agir tecnicamente, mas até que ponto conseguirá fazê-lo sem bater de frente e não conseguir governar? A queda do min. Nascimento foi aplaudida pela nação, mas pode afastar o apoio de 40 deputados. Para manter o apoio do PR, deixará o ministério dos Transportes com o partido? Bem, o Maggi poderia ser uma esperança; é um empresário bem sucedido e já teve atitudes desenvolvimentista s, mas com a recusa, se a Presidente Dilma quiser que funcione terá que chamar um oficial da Engenharia do Exército pelo menos para fiscalizar.

Até quando, em nome da governabilidade, ainda teremos que agüentar o atual min. Da Educação, com seu Kit Gay e livro que ensina a falar errado?

Outros ministérios merecem ainda uma atenção especial. Loteados pelos partidos, dificilmente poderiam ter a eficiência de organizações dirigidas por técnicos, mas  destacamos alguns que, mesmo que fossem bem administrados, não teriam razão de existir: o da Cultura, com seu pagamento para uma amiga recitar uma poesia por dia; o dos Esportes, que não acerta o orçamento nem realiza as obras; o do Turismo, que nada faz e o da Pesca, que nem sabe ao que veio
 
Economia e Juros

Todos sabem que nossos juros da dívida são os mais altos do mundo. Tão altos que os especuladores pedem empréstimos lá fora a juros mínimos e trazem o dinheiro para emprestar ao nosso governo. E o Banco Central diz que os juros altos são para retirar o dinheiro de circulação.

O que nos faz manter estes juros num nível que nos sangrem como veias abertas? O receio que o dinheiro seja retirado? – Permanecendo no País teriam que ser encaminhados para atividades produtivas. Receio que saia do País? – Saindo, resolve o problema da excessiva valorização do Real, que está acabando com a nossa indústria.

Consta que os juros perfazem 44% do orçamento; equivalendo a construção de 20 Milhões de casas populares ou a aumentar o Bolsa Família de R$ 90 para R$ 4.800 por mês. Nada pode justificar isto, a não ser que altos escalões estejam tirando lucro pessoal com essa situação.

Brasil, desperta!
 
Nem o PV quer Marina por perto

Tal como Jânio em 61, Marina Silva esperava que o Partido Verde lhe entregasse todo o poder de prejudicar ainda mais o progresso.  Marina — que saiu da eleição passada com quase 20 milhões de votos, pensou que isto bastaria para fazer o que quisesse.
Enganou-se. O Brasil não deseja a sua agenda. Nem mesmo o PV. Quanto aos votos, ela recebeu só meia dúzia de votos dos ecoxiitas. Os outros, milhões deles foram de protesto, dos que não desejavam nem o Serra nem a Dilma (muitos já mudaram de opinião) e mais uns quantos que acreditavam na honestidade dela, já desmascarada pelo dep. Aldo Rebelo

Só quem quer a Marina são as ONGs, controladas pelos governos dos EUA e do Reino Unido. No exterior, certamente receberá as maiores homenagens, mas no País, quanto mais conhecida sua atuação, mais ela será repudiada. A começar por sua terra, o Estado do Acre. Lá ela já perdeu a última eleição.

O governo Lula teve seus méritos e seus erros. O maior destes últimos foi nomear (por imposição estrangeira?) a Marina como ministra do Meio Ambiente e dar-lhe força para paralisar o País. Ela impediu a construção de estradas, de hidrelétricas, prejudicou a agricultura, criou imensos parques onde brasileiros não podem entrar, promoveu o MST e facilitou a divisão do País em reservas indígenas, e muito mais. Em toda era Lula, o Brasil só avançou quando Marina perdeu a queda de braço para o PAC.
Com o passar do tempo, Marina e os ecoxiitas que a acompanham serão reduzidos a sua real pequenez; assim como aconteceu com o Gorbachov na Rússia: adorado no exterior. Desprezado na Pátria
 
Que Deus guarde a todos vocês

Gelio Fregapani