16 de Janeiro, 2015 - 10:10 ( Brasília )

Geopolítica

Ucrânia intensifica mobilização de tropas e renova alerta sobre agressão russa


O Parlamento da Ucrânia aprovou nesta quinta-feira a renovação de suas forças na linha de frente e a retomada do recrutamento parcial após uma alta autoridade do setor de segurança ter alertado que as forças russas que apoiam os rebeldes separatistas ampliaram repentinamente a atividade militar no leste do país.

"A agressão russa continua. Houve um aumento significativo na intensidade dos disparos", afirmou ao Parlamento o secretário do Conselho Nacional de Defesa, Oleksander Turchynov, acrescentando que 8.500 soldados russos regulares foram agora destacados para o leste da Ucrânia.

Dois soldados ucranianos foram mortos e quatro feridos na quarta-feira, quando as posições ucranianas foram alvo de 129 disparos, o que Turchynov disse ter sido um recorde este ano.

O alerta sobre o aumento da atividade militar das forças russas também se seguiu ao atentado contra um ônibus de passageiros na terça-feira em um posto de controle do Exército da Ucrânia, no qual 12 civis foram mortos. O governo ucraniano culpou os separatistas pelo ataque, mas eles negaram responsabilidade.

Apesar de governos ocidentais e as autoridades da Ucrânia dizerem haver provas incontestáveis do envolvimento da Rússia, Moscou nega ter quaisquer tropas no leste do país, onde separatistas pró-russos estão lutando contra as forças do governo em um conflito no qual mais de 4.700 pessoas foram mortas.

O Parlamento da Ucrânia endossou um decreto do presidente Petro Poroshenko para substituir tropas que estão há um longo período na área do conflito por veteranos da reserva, bem como retomar o recrutamento parcial.

Ucrânia está cumprindo todas suas obrigações financeiras, diz ministra

A Ucrânia está cumprindo todas suas obrigações financeiras externas apesar de uma "campanha de informação" sobre uma inabilidade em pagar sua dívida, disse na sexta-feira a ministra das Finanças, Natalia Yaresko.

Falando ao Parlamento, ela acrescentou que a Ucrânia precisará de apoio de seus "amigos e parceiros" para sobreviver à crise.