28 de Novembro, 2014 - 11:35 ( Brasília )

Geopolítica

Kiev não controla mais de 400 km de fronteira com a Rússia


(RIA Novosti) O Serviço de Fronteiras ucraniano reconhece que não controla mais de 400 quilômetros de fronteira nas autoproclamadas Repúblicas Populares de Lugansk e Donetsk, adjacentes à Rússia.

"Hoje não temos controle sobre uma parte da fronteira ucraniano-russa de 409,3 quilômetros de comprimento, que se encontra na região de Donetsk e parcialmente na de Lugansk", disse a jornalistas nesta sexta-feira o chefe do Serviço Nacional de Fronteiras, Viktor Nazarenko.

Mais cedo, o presidente da Ucrânia, Piotr Poroshenko, tinha afirmado que Kiev iria construir na fronteira com a Rússia, se necessário, um poderoso sistema de fortificações modernas.

Kiev está realizando desde meados de abril uma operação militar para esmagar os independentistas no leste da Ucrânia, que não reconhecem a legitimidade das novas autoridades ucranianas que chegaram ao poder em resultado do golpe de Estado ocorrido de fevereiro em Kiev.

Moscou classificou essa operação especial, que já provocou numerosas vítimas de ambos os lados, inclusivamente entre a população civil, como punitiva e apelou a Kiev para que a cancele imediatamente.

Encontradas sepulturas de militares ucranianos mortos em Lugansk

Alla Borisenko, colaboradora da organização Corpo de Oficiais, informou sexta-feira à agência RIA Novosti terem sido encontradas sepulturas de militares ucranianos mortos em combate no sudoeste da região de Lugansk, nas proximidades da cidade de Zelenopolie.

O Corpo de Oficiais é uma organização social ucraniana dedicada à busca de restos mortais de militares mortos em combate e à permuta de prisioneiros de guerra. Borisenko revelou que nos últimos meses tinham sido evacuados mais de 160 corpos de militares do território da República autoproclamada de Donetsk.

“Os milicianos locais encontraram corpos de dois militares da Vigésima Quarta Brigada Mecanizada, supostamente de um major e um sargento, e informaram-nos disso”, fez saber Borisenko. Supõe-se que os militares tenham sido mortos ainda em julho passado. Os seus corpos foram exumados e evacuados.