01 de Julho, 2011 - 13:03 ( Brasília )

Geopolítica

Ex-diretor da CIA Leon Panetta assume chefia do Pentágono


O ex-director da CIA (agência de inteligência americana) Leon Panetta assumiu nesta sexta-feira o cargo de chefe do Pentágono, em um momento nos qual os Estados Unidos preparam a retirada de suas forças militares do Iraque e do Afeganistão.

"Nosso país está em guerra e devemos prevalecer contra nossos inimigos", declarou Panetta em sua primeira mensagem como 23º secretário de Defesa, no qual acrescentou: "Persistiremos em nossos esforços para desmantelar e derrotar a Al-Qaeda".

"A operação bem-sucedida que matou Osama bin Laden, uma missão que evidenciou a força e a precisão de nossos militares, é um grande passo rumo a essa meta", disse Panetta, que substituiu Robert Gates, outro ex-diretor da CIA.

Panetta sustentou que os EUA, o Governo do Afeganistão e os aliados de Washington devem manter seu compromisso para "assegurar que esse país nunca volte a ser um santuário para a Al-Qaeda".

Os EUA invadiram o Afeganistão em outubro de 2001, pouco depois que os ataques da Al-Qaeda em Nova York e Washington deixaram mais de 3 mil mortos e feridos.

A campanha afegã se transformou na guerra mais longa da história americana e o presidente dos EUA, Barack Obama, que aumentou de 35 mil para cerca de 100 mil os soldados no país asiático, anunciou que em um ano retirará 33 mil soldados.

Já no Iraque, que foi invadido pelos EUA em março de 2003, Panetta disse que dará continuidade à transição e que Washington deve "cimentar uma relação estratégica com o Governo iraquiano sustentada não somente" na presença militar no país, "mas em uma associação real e duradoura".

Panetta falou sobre outra grande tarefa que encara como chefe do Pentágono: a redução do orçamento militar, que representa quase 25% do orçamento nacional.

"Farei tudo o que for necessário para a proteção dos EUA e para atender às necessidades dos homens e das mulheres que prestam serviço e às famílias que os apoiam", disse.

"Os EUA devem encarar seus problemas fiscais, mas, durante minha gestão, a força militar não se debilitará", ressaltou.