18 de Abril, 2014 - 11:55 ( Brasília )

Geopolítica

Acordo é fechado para amenizar tensões na Ucrânia


Rússia, EUA e União Europeia disseram que todos os lados concordaram em medidas para amenizar as tensões na Ucrânia.

Ministros de Relações Exteriores que representavam as partes discursaram no final de conversas entre as partes e a Ucrânia, na cidade suíça de Genebra.

Analistas dizem que o acordo poderá suspender sanções econômicas que o Ocidente estava preparando para impor à Rússia.

A Ucrânia se encontra numa crise desde a queda de seu presidente pró-Moscou.

A Rússia, em seguida, anexou a península da Crimeia - parte da Ucrânia mas com maioria da população de língua russa - em um movimento que provocou indignação internacional.

Logo depois, separatistas pró-Rússia que se opõem às novas autoridades de Kiev ocuparam prédios do governo no leste da Ucrânia

'Medidas concretas'

Após as conversas de Genebra, o chanceler russo, Sergei Lavrov; o secretário de Estado dos EUA, John Kerry; e a chefe de política externa da UE, Catherine Ashton, disseram não haver consenso sobre a dissolução de todas as formações militares ilegais na Ucrânia, e que todos que estivessem ocupando prédios deveriam ser desarmados e deixá-los.

Eles acrescentaram que o acordo prevê uma anistia para todos os manifestantes contrários ao governo.

As etapas serão supervisionadas por monitores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Lavrov disse que a crise deve ser resolvida por ucranianos e que reformas constitucionais de longo prazo deverão ser implementadas.

Kerry disse que o tamanho da crise foi conhecido nos últimos dias pelo envio "grotesco" de avisos a judeus no leste da Ucrânia, exigindo que eles se registrassem como judeus.

Ele elogiou o atuação do governo ucraniano diante do que chamou de provocação de elementos pró-Moscou.

Ashton disse que o acordo tinha "passos concretos que poderão ser implementados imediatamente".

Mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, atendeu ligações de pessoas de todo o país - inclusive da Crimeia - em um programa televisivo que é realizado anualmente.

Putin voltou a alertar para o risco de uma guerra civil e disse que a decisão da Ucrânia de enviar forças armadas para o leste em vez de tentar estabelecer um diálogo com a população de língua russa era um "crime grave".