17 de Junho, 2011 - 12:06 ( Brasília )

Geopolítica

Cristina Kirchner ataca Grã-Bretanha por Ilhas Malvinas

Mandatária argentina classificou Grã-Bretanha de 'potência colonial grosseira em decadência' por se negar a debater soberania das ilhas

A presidente argentina, Cristina Kirchner, classificou na quinta-feira a Grã-Bretanha como uma "potência colonial grosseira em decadência" por ter se negado a discutir a soberania das Ilhas Malvinas, atualmente sob controle do governo britânico.

"No século 21, (a Grã-Bretanha) segue sendo uma potência colonial grosseira em decadência porque o colonialismo é algo antigo, além de injusto", disse Cristina, que pode buscar sua reeleição em outubro.

Mas a Grã-Bretanha argumenta que apenas aceitará negociar a soberania das ilhas se os moradores do território desejarem. "Enquanto as Ilhas Malvinas quiserem ser território soberano britânico, permanecerão território soberano britânico, ponto final", disse na quarta-feira o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, em resposta a uma pergunta no Parlamento.

Cristina rejeitou seus comentários e os considerou "um gesto de mediocridade e quase de estupidez".

Guerra

Quase 30 anos depois de os países se enfrentarem em uma guerra de 10 semanas pelas ilhas no Oceano Atlântico, o arquipélago continua sendo um forte símbolo nacional argentino, ao qual Cristina tem reiterado a reivindicação do país por sua soberania.

A presidente argentina teve seu berço político na Patagônia, onde o sentimento nacionalista sobre as ilhas é bastante forte. No início da semana, Cristina entregou um documento nacional de identidade ao filho de um veterano britânico da guerra nas Malvinas, que nasceu nas ilhas, e comemorou sua decisão de pedir a nacionalidade argentina.

As tensões diplomáticas pelas Malvinas aumentaram nos últimos anos com a exploração de petróleo em alto mar. Várias empresas de exploração de petróleo estão fazendo perfurações em águas próximas às ilhas, mas os testes ainda não mostraram se há volume suficiente de petróleo para justificar o investimento em infraestrutura.

*Com Reuters