03 de Abril, 2014 - 15:00 ( Brasília )

Geopolítica

Kirchner: Malvinas são base militar da Otan no Atlântico Sul

A presidente da Argentina liderou um ato na Casa Rosada em homenagem aos mortos na Guerra das Malvinas, que completa hoje 32 anos

presidente argentina Cristina Kirchner afirmou que as Ilhas Malvinas são a base militar nuclear da Organização para o Atlântico Norte (Otan) no Atlântico Sul, por ocasião nesta quarta-feira dos 32 anos do início da guerra com o Reino Unido por esse arquipélago austral.

"A verdade é que (as Malvinas) constituem a base militar nuclear da Otan no Atlântico Sul, essa é a verdade que não podem continuar escondendo", declarou.

A presidente argentina encabeçou um ato na Casa Rosada, sede do governo, em homenagem aos mortos no conflito bélico de 1982.

Amarga lembraça

No dia 2 de abril de 1982, soldados argentinos dominaram a pequena guarnição britânica nas Malvinas. Era a tentativa do regime militar de desviar a atenção da população da grave crise econômica e unir a nação por meio de um ato patriótico. Inicialmente, os generais pareciam ter atingido os objetivos militar e político – os sindicatos chegaram a suspender uma greve geral contra a Junta Militar.

Diplomaticamente isolada e militarmente em desvantagem, a Argentina capitulou, depois de dois meses e meio de conflito, no dia 14 de junho de 1982.

O fim da guerra representou não só uma derrota nos campos de batalha como também o início do desmantelamento do regime militar argentino. Margaret Thatcher, que antes da guerra era uma das mais rejeitadas líderes de governo da história britânica, foi festejada como heroína.

Na Argentina, o general Leopoldo Galtieri renunciou, em julho, sob uma onda de manifestações populares contra a ditadura. Seu sucessor, o general Reynaldo Bignone, iniciou as negociações para devolver o poder aos civis. O candidato da União Cívica Radical (UCR), Raul Alfonsín, venceu as eleições presidenciais de dezembro de 1983.