27 de Fevereiro, 2014 - 10:05 ( Brasília )

Geopolítica

Forças de segurança ficam em alerta após invasão na Crimeia

Bandeira russa é hasteada na Criméia, sul da Ucrânia

Forças de segurança do governo ucraniano foram colocadas em alerta nesta quinta-feira, depois da tomada de dois prédios do governo local da Crimeia, no sul do país, por um grupo armado, ainda não identificado, segundo informações da agência RT. Bandeiras russas teriam sido hasteadas pelos homens nos edifícios ocupados.

Anatoliy Mohilyov, primeiro-ministro da Crimeia, confirmou a tomada dos prédios e disse que deverá conversar com o grupo. Mohilyov acrescenyou que as autoridades locais estavam se preparando para “tomar medidas”, sem, no entanto especificar quais seriam. Em comunicado, o governo regional pediu aos funcionários para que não se dirijam ao local.

Nessa quarta-feira, separatistas pró-Rússia e partidários dos novos líderes da Ucrânia ficaram frente a frente diante do Parlamento regional da Crimeia, antes de um debate sobre a turbulência política que derrubou o presidente Viktor Yanukovich.

Cerca de 2 mil pessoas, muitas delas tártaras -grupo étnico nativo da região, uma península no mar Negro -, foram até o Parlamento para manifestar apoio ao movimento Euromaidan, que derrubou Yanukovich em Kiev após três meses de protestos.

Mas lá eles encontraram centenas de manifestantes pró-Rússia, que bradavam seu apoio a Moscou e denunciavam os "bandidos" que tomaram o poder na capital ucraniana. Os dois lados ficaram separados por cordões policiais.

Presente
A Crimeia foi presenteada à Ucrânia em 1954 pelo então líder soviético Nikita Khrushchev. A região continua sendo a única da Ucrânia onde a etnia russa é majoritária, e parte da frota russa do mar Negro fica estacionada no porto de Sevastopol.

Agora, a Crimeia, que conta com 2 milhões de habitantes, dos quais quase 60% são russos, 25% ucranianos e 12% tártaros, é o último reduto importante de oposição à nova ordem política pós-Yanukovich, e os novos líderes do país manifestam preocupação com os sinais de separatismo na península.