13 de Junho, 2011 - 11:54 ( Brasília )

Geopolítica

OTAN - Está Desintegrando!

O Afeganistão e a Líbia mostraram as vergonhas da OTAN. Se no país asiático levaram-se anos para colocar ordem e disciplina na confusão existente, na Líbia bastaram 11 semanas para que muitos aliados comecem a ficar com pouca munição.

Nota DefesaNet

Após duas Guerras Mundiais e o período de riqueza após os anos 50, a Europa Ocidental está pouco propensa em investir e agir em sua defesa. Sempre apoiada na estrutura dos Estados Unidos os governos europeu mostram sempre uma atitude titubeante.

Quando da questão da Iugoslávia nos anos 90, e as tíbias respostas aos massacres ali perpetrados, foram os americanos que impuseram a Operação Força Aliada (1999). Nas ações no Afeganistão com raras exceções (França, Dinamarca, Holanda) os demais países mostram uma atitude, no mínimo chamada de turistas. Neste item as tropas alemãs demonstram ter nenhum interesse em participar de ações de combate.  

Agora as operações contra a Líbia quase encerraram por falta de munição das Forças Aéreas européias.

Interessante é que na Europa (Alemanha, França, Inglaterra, Espanha, Holanda e Itália) proliferam grupos terroristas recrutados em seus próprios nacionais.   

O Editor


Publicado em El Pais Espanha - No Box abaixo o texto original
Tradução via Blog Cesar Maia

(El País, 11)  1. O Afeganistão e a Líbia mostraram as vergonhas da OTAN. Se no país asiático levaram-se anos para colocar ordem e disciplina na confusão existente, na Líbia bastaram 11 semanas para que muitos aliados comecem a ficar com pouca munição. E não só isso. Estas campanhas mostraram que há uma aliança de duas velocidades, com parceiros dispostos a suportar custos e outros que só pensam em como tirar proveito dela. Mas essa história vai acabar, porque nos Estados Unidos está chegando ao poder uma nova geração sem sensibilidade para a defesa da Europa. Assim, ou a Europa contribui para a sua própria segurança, ou ficará sem o apoio dos EUA. "O futuro da aliança transatlântica é escuro, se não for negro", previu, ontem, em Bruxelas, Robert Gates, Secretário de Defesa dos EUA, em um discurso de despedida em que não poupou ninguém.

2. Os europeus não querem investir na defesa e apenas cinco dos 28 parceiros da OTAN (EUA, Reino Unido, França, Grécia e Albânia) superam os 2% do PIB comprometidos com essa questão. Em tempos de grave crise financeira, diz Gates, o que se tem que fazer é, se não gastar tanto, gastar melhor, à procura de capacidades especializadas que sejam de interesse comum. Identificou como exemplos a Noruega e a Dinamarca, que somente com 12% das aeronaves na Líbia, atacaram cerca de um terço dos objetivos, e também valorizou a Bélgica e o Canadá. "Esses exemplos são exceções", disse, sem querer reeditar em público as críticas realizadas na quarta-feira em relação a países como Espanha, Países Baixos ou a Turquia, por não contribuírem tanto como poderiam para o esforço comum.

3. O Secretário de Defesa assinalou que nos anos da Guerra Fria, Washington contribuía com metade do orçamento aliado. Hoje, sua participação supera 75%. "Vai-se acabar o desejo e a paciência do Congresso em gastar cada vez mais fundos preciosos em nome de alguns países que não parecem dispostos a dedicar os recursos necessários para sua própria defesa", previu Gates. "O futuro da aliança transatlântica é escuro, se não for negro", previu. Mas esse fim não é inevitável, apontou: “Faz falta a liderança de dirigentes políticos e da classe política desse continente". Uma solução que, por enquanto, parece distante



Gates vaticina a la OTAN un futuro "oscuro, si no negro"
El jefe del Pentágono critica la falta de inversión europea en su defensa


RICARDO M. DE RITUERTO - Bruselas - 11/06/2011

Afganistán y Libia han mostrado las vergüenzas de la OTAN. Si en el país asiático costó años poner orden y disciplina en la cacofonía, en Libia han bastado 11 semanas para que muchos aliados empiecen a encontrarse escasos de munición. Y no solo eso. Una y otra campaña han mostrado que hay una Alianza de dos velocidades, con socios dispuestos a soportar costes y otros que solo piensan en cómo aprovecharse de ella. Pero el cuento se va a acabar porque en Estados Unidos está llegando al poder una nueva generación sin sensibilidad por la defensa de Europa. Así que o Europa contribuye a su propia seguridad o se quedará sin el apoyo de EE UU. "El futuro de la alianza transatlántica es oscuro, si no negro", pronosticó ayer en Bruselas, Robert Gates, jefe saliente del Pentágono, en un discurso de despedida en el que no dejó títere con cabeza.

Gates amigo de hablar alto y claro aprovechó su última visita oficial a Europa para alertar sobre el quebradizo estado de la relación defensiva transatlántica, minada por la insuficiencia de capacidades militares y la falta de voluntad política. A la salida de la conferencia, organizada por Security and Defence Agenda, un centro de debate político en Bruselas, alguien comentó: "Esto parece un funeral".

Tras pasar por los problemas de ajuste de la Alianza en Afganistán, trabajosamente encarrilados, Gates puso la lupa en Libia donde "ha quedado dolorosamente claro que similares deficiencias, en capacidad y voluntad política", siguen vivas. "Todos los aliados votaron por la misión en Libia, pero solo la mitad participan en ella y menos de la tercera parte están dispuestos a intervenir en misiones de ataque", contabilizó.

Los europeos no quieren invertir en defensa y solo cinco de los 28 socios de la OTAN (Estados Unidos, Reino Unido, Francia, Grecia y Albania) superan el 2% de PIB comprometido para ese renglón. En tiempos de aguda crisis financiera, dice Gates, lo que hay que hacer es, si no gastar tanto, gastar mejor, en busca de capacidades especializadas que sean de interés para el común. Identificó como ejemplos a Noruega y Dinamarca, que con solo el 12% de los aviones en Libia, han atacado alrededor de un tercio de los objetivos, y también valoró a Bélgica y Canadá. "Estos ejemplos son las excepciones", subrayó, sin querer reeditar en público las críticas realizadas el miércoles a países como España, Países Bajos o Turquía por no contribuir tanto como podrían al esfuerzo común.

Descrita la situación, Gates pasó al contexto político y económico, con sus inevitables recortes en el Pentágono. Hizo notar el secretario de Defensa que en los años de la guerra fría, Washington contribuía a la mitad del presupuesto aliado. Hoy, su participación supera el 75%. "Se van a acabar las ganas y la paciencia del Congreso de gastar cada vez más preciados fondos en nombre de unos países que parecen no querer dedicar los recursos necesarios a su propia defensa", pronosticó Gates antes de entrar en el crucial detalle demográfico, del que él es testigo porque, hizo notar, por primera vez en su vida trabaja para un presidente que es 20 años más joven. "Si la tendencia en la caída en las capacidades de defensa europea no se detiene y se da la vuelta, los próximos dirigentes de EE UU -que carecerán de la experiencia formativa que para mí fue la guerra fría- pueden llegar a la conclusión de que la inversión de EE UU en la OTAN no compensa".

"El futuro de la alianza transatlántica es oscuro, si no negro", pronosticó. Pero ese final no es inevitable, apuntó: "Hace falta liderazgo de los dirigentes políticos y de la clase política de este continente". Una solución que por el momento parece lejana

DefesaNet

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