02 de Março, 2011 - 11:00 ( Brasília )

Geopolítica

Navios americanos são vistos no litoral líbio; EUA querem criar zona de exclusão aérea na Líbia


Diversos navios americanos foram avistados no litoral da cidade de Al Baida, no nordeste da Líbia, afirmou nesta terça-feira (1º) à rede "Al Jazeera" um coronel líbio. Segundo a fonte, as brigadas de segurança do regime de Muammar Gaddafi já não atuam mais na região.

Na segunda-feira, o Pentágono havia informado sobre o deslocamento de unidades navais e da Força Aérea para as proximidades da Líbia como parte de um "planejamento de contingência".

O novo ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, assegurou nesta terça-feira ante a Assembleia Nacional (câmara de Deputados) que não haverá uma intervenção militar na Líbia sem um mandato claro das Nações Unidas.

"Diferentes opções podem ser estudadas, em particular a de uma zona de exclusão aérea. Mas digo muito claramente que nenhuma intervenção será feita sem um mandato claro do Conselho de Segurança da ONU", afirmou Juppé.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, advertiu hoje que Líbia corre o risco de uma "guerra civil prolongada" e informou que os Estados Unidos consideram criar uma "zona de exclusão aérea" para conter a violência no país.

Mas a imposição de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia vai requerer a destruição prévia dos sistemas de defesa aérea desse país, segundo afirmou nesta terça o general americano James Mattis, no comando da zona, em uma audiência ante o Senado. "Isso constituirá uma operação militar", explicou o ministro.

O primeiro-ministro britânico David Cameron considerou inadmissível que Gaddafi "assassine seu povo" e enfatizou que, nestas circunstâncias, seria legítimo estudar a instalação de uma zona de exclusão aérea sobre o território líbio.

Enquanto o ditador perde força nas principais cidades do país, a segurança na fronteira da Líbia com o sul da Tunísia foi reforçada nesta terça-feira por forças do governo, segundo informações da AFP.

"Vi em torno de 20 militares em Wasen, onde ontem não havia ninguém. Tratam-se de soldados do exército, alguns levavam um lenço verde no pescoço. Estavam armados com fuzis Kalashnikov. Não havia blindados", disse uma das testemunhas que preferiu não se identificar, à agência de notícias.