24 de Agosto, 2013 - 11:05 ( Brasília )

Geopolítica

Tambores de Guerra - Pentágono se preparar para possíveis ações militares na Síria


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, solicitou ao Pentágono se preparar perante a possível necessidade de ações militares na Síria, informou nesta sexta-feira o secretário de Defesa, Chuck Hagel, que também deu a entender que as forças navais já começaram a se mobilizar para atender esse pedido.

A caminho da Malasia, Hagel explicou aos jornalistas que Obama ordenou movimentos específicos ao Pentágono para preparar uma possível ação militar que "requer posicionamento" das forças militares dos EUA para qualquer decisão que o presidente possa vir a ter.

"O Departamento de Defesa tem a responsabilidade de proporcionar ao presidente opções para possíveis contingências, e isso requer o posicionamento de nossas forças e nossos ativos para poder oferecer diferentes opções, todas que o presidente possa escolher", declarou Hagel.

O secretário de Defesa dos EUA também afirmou que o país está em contato com a comunidade internacional para determinar "o que exatamente ocorreu" em relação ao possível uso de armas químicas por parte do governo sírio contra a população civil no início desta semana.

Hagel considerou que as decisões em resposta a esse possível ataque devem ser feitas com rapidez para evitar novas ações similares.

A opositora Coalizão Nacional Síria (CNFROS) denunciou que pelo menos 1,3 mil pessoas morreram na última quarta-feira em um ataque lançado pelo regime de Bashar al Assad na região de Al Guta, nos arredores da capital Damasco, uma acusação que foi negadas pelas autoridades sírias imediatamente.

"Os americanos esperam que eu, como presidente, analise seriamente sobre que faremos e quais são nossos interesses nacionais a longo prazo", assegurou o presidente americano em uma entrevista à CNN logo após saber do ataque.

"Há regras das relações internacionais que devemos levar em consideração", acrescentou na ocasião Obama, que completou: "por outra parte, ainda estamos em guerra no Afeganistão e isso também deve ser levado em consideração".