01 de Abril, 2013 - 10:20 ( Brasília )

Geopolítica

Tambores de Guerra - EUA enviam aviões de combate à Coreia do Sul

Americanos reforçam apoio aos sul-coreanos e tentam dissuadir Coreia do Norte a parar com ameaças

Os Estados Unidos enviaram neste domingo aviões de combate F-22 para a Coreia do Sul, onde os dois países realizam manobras militares conjuntas enquanto lidam com a escalada de ameaças do regime norte-coreano.

Funcionários do Departamento de Defesa dos EUA informaram ao jornal The Wall Street Journal do envio dos aviões, que voaram do Japão até a base aérea de Osam, na Coreia do Sul, para se unir aos exercícios conjuntos que já estavam sendo realizados.

Esta semana o governo americano já deu um passo sem precedentes perante a escalada das tensões com o envio de dois bombardeiros B-2 para essas manobras. A intenção é, além de mostrar apoio à Coreia do Sul, intimidar e dissuadir o regime de Pyongyang, capital da Coreia do Norte, para que termine com as provocações e o clima bélico.
 

Coreia do Norte reconduz aliado do clã de Kim ao cargo de premiê*

O Parlamento da Coreia do Norte nomeou na segunda-feira Pak Pong-ju para o cargo de primeiro-ministro, do qual ele havia sido demitido em 2007 por sua incapacidade de realizar reformas econômicas.

O septuagenário Pak é um importante aliado de Jang Song-thaek, tio do jovem líder norte-coreano Kim Jong-un, e trabalhou com a mulher dele, Kim Kyong-hui, tia de Kim Jong-un. Analistas viram na nomeação uma consolidação do poder sob a dinastia Kim.

"Na sessão, o deputado Choe Yong-rim foi convidado a deixar o cargo de premiê do gabinete da RDPC, e o deputado Pak Pong-ju foi eleito premiê do gabinete da RDPC", disse a agência estatal de notícias KCNA, referindo-se à Coreia do Norte por sua sigla oficial (abreviatura de República Democrática Popular da Coreia).

Pak já havia sido nomeado no domingo para o poderoso Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia (comunista). Analistas dizem que sua recondução ao comando do gabinete, apesar de consolidar o poder de Kim, o deixa em excessiva dependência com relação ao casal de tios, que reafirmaram seu controle sobre as Forças Armadas após um expurgo.

Pak é um tecnocrata de carreira e assumira o cargo de premiê em 2003 para implementar uma ambiciosa pauta de reformas políticas, adotada no ano anterior, que permitia maior autonomia na produção agrícola e liberalizava preços.

Mas as medidas não tiveram os efeitos desejados, e Pak foi demitido em 2007, quando os militares começaram a iniciar protestos no gabinete e a exercer maior poder em questões estatais.

Jang, tio de Kim, também foi expurgado naquela época, para ser posteriormente reabilitado.

A nomeação de Pak ocorre num momento de grande tensão diplomática envolvendo a Coreia do Norte. Pyongyang ameaçou lançar mísseis contra os Estados Unidos e invadir a Coreia do Sul, em reação a atitudes "hostis" de Washington.

(*Reportagem de Jack Kim/Reuters)