25 de Março, 2013 - 11:51 ( Brasília )

Geopolítica

Coreia do Sul e EUA assinam plano contra agressões da Coreia do Norte


A Coreia do Sul e os Estados Unidos colocaram em vigor um novo plano de defesa orientado a responder de forma conjunta sob a liderança de Seul as possíveis "provocações" da Coreia do Norte, confirmou nesta segunda-feira o Ministério da Defesa sul-coreano.

Até agora, a resposta às hipotéticas agressões norte-coreanas era responsabilidade exclusiva do exército da Coreia do Sul, enquanto a intervenção dos EUA só era cogitada em caso de guerra total.

Segundo o novo plano, "quando a Coreia do Norte fizer provocações limitadas à Coreia do Sul, esta desempenhará um papel de liderança, enquanto os EUA oferecerão apoio", disse hoje em entrevista coletiva o porta-voz de Defesa de Seul.

O porta-voz confirmou que o plano tem como objetivo dissuadir a Coreia do Norte de realizar ações armadas contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos, e foi elaborado conforme várias situações hipotéticas em que o regime de Kim Jong-un pode efetuar suas "provocações", afirmou.

Autoridades do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul e das Forças dos EUA no país asiático assinaram na sexta-feira em Seul o acordo, que entrou em vigor imediatamente e inclui "procedimentos de consulta e ação para permitir uma dura e decisiva resposta" dos aliados.

O plano conjunto tem sua origem em 2010, quando os aliados decidiram intensificar sua capacidade de resposta após os ataques à embarcação sul-coreana Cheonan e à ilha de Yeonpyeong.

A Coreia do Sul realizou durante o dia de hoje um exercício de defesa em suas águas no qual participaram navios de combate e barcos de patrulha com mísseis.

O treinamento militar de hoje, que coincide com as manobras Foal Eagle que a Coreia do Sul e os EUA realizam desde o dia 1º de março, acontece em pleno ambiente de tensão após a dura campanha de ameaças da Coreia do Norte contra Seul e os EUA nas últimas semanas.

O regime de Kim Jong-un ameaçou ambos os países com um ataque nuclear preventivo e garantiu que declarou nulo o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia (1950-53), mas não realizou recentemente ações físicas contra estes dois países, considerados seus "inimigos".