COBERTURA ESPECIAL - F-X2 - Aviação

16 de Dezembro, 2011 - 09:30 ( Brasília )

Caças com transferência de tecnologia

Dilma não abre mão de exigência para fechar acordo com a França

Chico de Gois

BRASÍLIA. Sem citar especificamente a questão da compra dos caças Rafale, da Dassault, a presidente Dilma Rousseff disse ontem, diante do primeiro-ministro da França, François Fillon, que o Brasil quer manter uma indústria de defesa e que a parceria com a França deve se inserir num contexto de transferência de tecnologia.

O Brasil pretende comprar 36 caças para reforçar a Força Aérea Brasileira (FAB), e a França, que desenvolve projetos em comum com o país na construção de submarinos e helicópteros, por exemplo, quer vender os aviões.

Outros concorrentes são o americano F-18 Super Hornet, da
Boeing, e o sueco Gripen, da Saab. A compra está parada por questões financeiras e o Brasil exige transferência de tecnologia. Empenhado em demonstrar que a França é um parceiro de longa data, Fillon afirmou que a relação entre os dois países não se resume a uma questão de produtor e consumidor.

- Nossas relações não são unicamente relações de produtor com consumidor. São verdadeiras parcerias industriais, que implicam em transferência de tecnologia e na vontade de produzir e consumir juntos. Um dos eventos mais emblemáticos dessa parceria tecnológica é a realização dos grandes contratos na área da defesa, notadamente os contratos de construção de helicópteros e submarinos - discursou.

- Falamos de grandes programas brasileiros e do reforço da capacidade naval, aérea e do Exército, como também a questão da segurança das fronteiras do país. Eu disse à presidente que o Brasil pode contar com as propostas francesas em todas essas áreas - completou.

Dilma deixou claro que a negociação implicará a transferência de tecnologia.
- O primeiro-ministro e eu coincidimos na avaliação de que a área de defesa é um dos pilares de nossa parceria estratégica, com projetos de grande importância para o futuro de nossos países. Expliquei que queremos manter uma indústria nacional de defesa e as parcerias com a França devem se inserir nesse objetivo e na ampliação das capacidades em tecnologia.



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