COBERTURA ESPECIAL - F-X2 - Aviação

05 de Outubro, 2011 - 22:00 ( Brasília )

FAB no Esforço pelo Mirage 2000C/B

O Editor de DefesaNet foi convidado pelo Comando da Aeronáutica para assisitir ao evento na Base de Anápolis em Agosto de 2005.

Matéria publicada originalmente DefesaNet em 04 Agosto 2005

Nota DefesaNet

O Editor de DefesaNet foi convidado pelo Comando da Aeronáutica para assisitir ao evento na Base Aérea de Anápolis.


Correndo contra o tempo e obstáculos, o Comando da Aeronáutica tem realizado uma ação coordenada em vários fronts para viabilizar a aquisição dos 12 Mirage 2000C/B, e tê-los, em operação na FAB, já no 2º Semestre de 2006 . As ações do Comando da Aeronáutica são realizadas tanto, nas áreas externas como no público interno da Força Aérea.

Nesse campo, o próprio Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Luiz Carlos da Silva Bueno, foi apresentar dados e detalhes do avião e negociação, e conversar com os pilotos do 1º Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), unidade que opera os Mirage III, e operará os Mirage 2000C/B, localizada na Base Aérea de Anápolis (BAAN), próxima de Brasília DF.

Acompanhado de membros do Estado Maior, como o Comandante-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, o próximo Comandante-Geral de Apoio (COMGAP), Tenente-Brigadeiro-do-Ar Paulo Roberto Röhrig de Britto, e o ministro do Superior Tribunal Militar (STM) Flávio Bierrenbach, além de outras autoridades do COMGAR, do Gabinete do Comandante e da Secretaria de Finanças da Aeronáutica (SEFA). Representante do Tribunal de Contas da União (TCU), também esteve presente. Assim como membros da imprensa que puderam inclusive formular perguntas aos palestrantes e ao Comandante da Aeronáutica.

Essa reunião, além de trazer as autoridades, propiciou uma discussão franca e positiva com respostas a todos os questionamentos apresentados. Perguntas polêmicas tiveram uma reposta, mesmo que não fosse a que o palestrante quisesse dar ou a que a platéia gostaria de ouvir.

A realidade do 1º GDA é crítica. As limitações técnicas e operacionais do Mirage III, até então mantidas reservadas começam a aflorar. Radar com capacidade limitada, o que leva a muitos oficiais e pilotos mencionarem que o avião está "cego".

O que levou ao Comandante do 1º GDA, Tenente-Coronel José Isaías de Carvalho Neto, expressar sua ansiedade, em nome dos pilotos, para ter o mais rápido possível o avião em Anápolis.

O investimento para compra das novas aeronaves, formalizada no dia 15 de julho entre os Governos do Brasil e da França, foi de cinco milhões de euros por avião, além de 20 milhões relativos à aquisição de suprimentos e capacitação de pessoal. O total de 80 milhões será pago em seis parcelas anuais com término previsto para 2010.

O Mirage 2000 é usado pelas forças aéreas de pelo menos sete países e, na França, tem uma vida útil estimada até o ano de 2025. O caça transporta até seis toneladas em armamentos como: mísseis, bombas e munição em geral e sua velocidade máxima é mais do que o dobro da velocidade do som: 2100 km/h.

 

Pontos relevantes da apresentação:

(para detalhes técnicos acesse links no box)

Operação

1 - O Mirage III parará no dia 31 Dezembro 2005.

2- O planejamento de operação das turbinas(Atar) foi realizado de modo a levar em conta o desgaste dos módulos das turbinas, para que todos atingissem um estágio similar, e não fossem alocados recursos na manutenção das turbinas. Custo de manutenção ao redor de 800 mil dólares por turbina.

3 - Até a chegada dos quatro primeiros Mirage 2000C, a defesa do Brasil Central será feita por uma seção de F-5 BR, deslocados para a Base Aérea de Anápolis ( BAAN). Ao que os pilotos chamam de "sensibilidade de pé e mão", será mantida em vôos de AT-26 Xavante.

4 - A quantidade de aeronaves F-5BR que serão movimentadas para Anápolis, foi considerada uma informação operacional restrita, pelo Comandante da Aeronáutica.

5- A informação preliminar é de que o primeiro F-5BR deverá ser entregue ao 1º/14º Grupo de Aviação , Base Aérea de Canoas ( BACO), no início de Setembro 2005.


Características do Mirage 2000C e Negociação

1- O pacote de armas( Magic 2 e Super R-530 D), será negociado em uma segunda etapa.

2- O comando da Aeronáutica não avança sobre possíveis up-grades ou modificações futuras. A primeira meta é ter as aeronaves.

3- Magic 2 performance superior ao Rafael Python 3 , que equipa o Mirage III e F5E/F.

4- O míssil BVR Mica pode ser uma alternativa, porém necessitaria de uma profunda alteração(computador de missão e barramento), o que tornaria a operação muito cara. O custo do míssil mais estes custos tornam difícil fugir da alternativa do míssil Super R 530 D.

5- A integração de armas nacionais, como o míssil MAA-1 Piranha, não é prevista nessa etapa.

6. O Memorando de Entendimento assinado entre a o Governo Brasileiro, através do Ministério de Relações Exteriores, e o Governo Francês, já está na Casa Civil, para envio ao Congresso.

7- É necessária a aprovação pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal.

8- O investimento para compra das novas aeronaves, formalizada no dia 15 de julho entre os Governos do Brasil e da França, foi de cinco milhões de Euros por avião, além de 20 milhões relativos à aquisição de suprimentos e capacitação de pessoal. O total de 80 milhões de Euros, será pago em seis parcelas anuais, com término previsto para 2010. Primeira parcela em 2005.

9- Cada aeronave Mirage 2000C/B sofrerá uma revisão de 1.000 horas de vôo. Essa revisão tem o custo avaliado em hum milhão de Euros, segundo o COMGAP.

10- Os aviões só começarão a ser revisados nos Parques de Manutenção Franceses, após a assinatura do contrato.

11- Virão em três lotes, de quatro aeronaves, nos meses de dezembro de 2006, 2007 e 2008. A FAB e o ARMÉE DE l´Air estudam a possibilidade de antecipar a entrega dos quatro primeiros para o mês de agosto de 2006.

12- O gancho é de antecipar a CRUZEX, para que os Mirage 2000 C franceses e brasileiros desfilem, sobre Brasília, no 07 de Setembro.

13- A CRUZEX 2006 é prevista para ser na região do Centro-Oeste. A CRUZEX 2002 foi na região Sul, a CRUZEX 2004, no Nordeste.

14- O avião não tem datalink e sua incorporação não é prevista no momento.

15- Os aviões virão com a aviônica de navegação e combate e sistemas de comunicação.

DefesaNet

Matérias publicadas em Agosto 2005

FAB no Esforço pelo Mirage 2000C/B Link

Mirage 2000 C/B CARACTERÍSTICAS OPERACIONAIS I Link

Mirage 2000 C/B CARACTERÍSTICAS OPERACIONAIS II Link



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