COBERTURA ESPECIAL - F-X2 - Aviação

17 de Agosto, 2011 - 02:02 ( Brasília )

Boeing – Nossa Oferta é Imbatível

Executivos da Boeing Christopher Chadwick, presidente da Boeing Military Aircraft e Christopher Raymond VP da Boeing Defense Space & Security falam a DefesaNet.

Nota DefesaNet - texto atualizado parágrafo 5 atualização propostas.


Nelson Düring
Editor-Chefe DefesaNet


A Boeing Defense Space and Security está agindo fortemente nesta fase do Programa F-X2. Para a apresentação na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, na próxima quinta-feira, trouxe os executivos Christopher M. Chadwick, Presidente da Boeing Miitary Aircraft, Christopher Raymond, VP Executivo Estratégias & Desenvolvimento de Negócio (Defesa, Espaço & Segurança) e Thomas C. DeWald (Regional Director Business Development)

A estratégia da Boeing Defense Space and Security é executada em vários níveis. Ao mesmo tempo que executivos realizam intensa movimentação no meio industrial e político, também ao público em geral é lançada uma ação com a montagem do simulador do F-18 Super Hornet no Congresso. Fato que teve ampla repercussão nos telejornais da noite de terça-feira.

Após uma manhã  de negociações com a direção da EMBRAER Defesa e Segurança, em São José dos Campos, os executivos receberam DefesaNet na tarde de terça-feira.

Para Chris Raymond as mudanças nos orçamentos de defesa são uma preocupação, mas confiam que possuem um portfólio de produtos capazes de atender às demandas e alterações do mercado.

A mais importante informação sobre o Programa F-X2 é de que o Governo Brasileiro solicitou a extensão das propostas da Boeing e do Governo Americano até o fim de 2011. A primeira comunicação oficial aos participantes do Programa F-X2 desde a apresentação das ofertas, pelos três competidores (Dassault, Boeing e SAAB), em Outubro de 2009.(Nota DefesaNet - Os três fabricantes receberam a solicitação de estender as suas propostas até o fim de 2011)

Isto não impediu a Boeing de apresentar o seu Programa Super Hornet Intenational Road Map. Um programa de aperfeiçoamento contínuo tanto com a US Navy e outros clientes internacionais (ver foto). Programa que foi já apresentado na LAAD 2011, em abril passado. Isto leva ao que muitos executivos da Boeing chamam de aviões de Sexta Geração. Não só incorporando as características stealth (furtivas), mas um amplo espectro de sistemas eletrônicos, sensores e melhoria de performance dos motores.

As compras adicionais dos F/A-18E/F, devido ao atraso do Programa F-35, e a introdução do Block II, garantem que a Lina de produção permanecerá aberta até 2020. Sem falar de vendas adicionais para novos clientes, como o caso do Brasil, o que estenderá ainda mais a linha de produção.

O avião de transporte EMBRAER KC-390 não é visto como um empecilho para a Boeing. Ao contrário os executivos mostram muito interesse no avião de transporte militar e até ansiosos para se possível juntar-se ao projeto.

Os executivos afirmam enfaticamente que as discussões em andamento com a EMBRAER referem-se somente às áreas de Defesa e Segurança. Curiosamente as duas empresas, Boeing e EMBRAER, estão decidindo no momento qual a melhor estratégia para o substituo dos vencedores B-737 e a Família EMB170-190.

O resultado do Boeing Industrial Day, realizado no dia 20 de Julho, em São José dos Campos, é isto como altamente positivo. Estiveram presentes mais de 60 empresas e entidades. Não é  previsto realizar este evento em outras regiões. Casos específicos serão tratados empresa a  empresa. Atualmente a Boeing já selecionou  25 empresas, que podem participar ativamente, dos programas de contrapartidas comerciais (off-sets).

A Boeing na palavra dos executivos planeja uma campanha de marketing focando:

1 – apresentar as vantagens do Programa Super Hornet para a EMBRAER e as demais empresas brasileiras que estão envolvidas;
2 – apresentar as capacidades do Super Hornet e neste ponto o simulador montado no Senado é um ponto importante. Não só para o público em geral, mas também para o público alvo, com a possibilidade de sinergia e troca de conhecimentos, e
 3 – apresentar e o Programa Super Hornet como o de real ganho para a EMBRAER e a indústria brasileira.

 A Boeing Defense, Space & Security  faturou U$ 31,9 Bilhões, com encomendas de U$ 32 Bilhões, e um lucro de U$ 2,9 Bilhões, com uma margem de 9%. A Divisão Military Aircraft representa 67% do Faturamento da Boeing Defense, Space and Security.

DefesaNet

Boeing - Nossa Oferta é imbatível Link

BOEING Compartilha Plano de Desenvolvimento Industrial com Empresas Brasileiras -
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Boeing demonstra simulador do F-18 Super Hornet no Congresso Nacional - Link

Simulando o F/A-18F com Piloto da Guerra do Golfo na LAAD 2011- Link

F-X2 - Foi aberta a temporada 2011-2012. Será a última? - Link



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