PROJETO
F-X2
Ministério
da Defesa
Comando da Aeronáutica
Projeto
F-X2 - Esclarecimentos
O Comando da Aeronáutica informou aos fabricantes
finalistas do Projeto F-X2 (Boeing, Dassault e SAAB),
nesta semana (8/9), que será possível
apresentar propostas de melhoria dos quesitos que
fazem parte do processo de seleção dos
novos aviões de caça para a defesa do
país.
Em nota
divulgada nesta semana, o Ministério
da Defesa informou que a negociação
com os três finalistas prossegue com a possibilidade
de aprofundamento e redefinição das
propostas apresentadas.
Na etapa seguinte, a Comissão Gerencial do
Projeto F-X2 completará a fase de avaliação
técnica final e elaboração do
relatório, o qual será apresentado ao
Alto Comando da Aeronáutica e, posteriormente,
ao Ministério da Defesa.
“Nós faremos a análise técnica.
O governo irá analisar a parte política
e estratégica”, disse o Tenente-Brigadeiro-do-Ar
Juniti Saito, Comandante da Aeronáutica.
O governo francês já assumiu o compromisso
de fazer ofertar caças Rafale (Dassault) a
preços competitivos, razoáveis e comparáveis
aos pagos pelas Forças Armadas da França,
além de transferência de tecnologia,
entre outros pontos. Nesta semana, os outros dois
concorrentes também divulgaram o interesse
de aprofundar as ofertas.
Segundo o Major-Brigadeiro-do-Ar Dirceu Nôro,
presidente da Comissão Gerencial do Projeto
F-X2, os participantes estão sendo avaliados
em cinco áreas prioritárias: transferência
de tecnologia, domínio do sistema de armas
[pelo Brasil], acordos de compensação
e participação da indústria nacional
(offset), técnico-operacional e comercial.
Os participantes do Projeto F-X2 serão avaliados
por um critério de pontuação,
conforme os quesitos elaborados, como exemplo, o nível
de transferência tecnológica oferecido.
A metodologia desse trabalho vem sendo aperfeiçoada
e aplicada pela Aeronáutica desde o início
dos anos 80, quando o país participou do desenvolvimento
de um caça com a Itália (Projeto AMX).
O resultado da parceria com os italianos, além
do desenvolvimento de um caça tático
de ataque estratégico, empregado inclusive
em combate (Kosovo), foi a capacitação
da indústria brasileira. A linha de jatos 145
e 190 da EMBRAER decorre da tecnologia absorvida nesse
período.
Para entender os quesitos, vale observar que o domínio
do sistema de armas, por exemplo, garantirá
ao Brasil utilizar armamentos próprios, os
já existentes e outros a serem desenvolvidos,
sem nenhum tipo de restrição.
Até o momento, o processo de seleção
reúne mais de 26 mil páginas de documentos,
entre ofertas e contra-ofertas, documentos que servirão
como base para elaboração e gerenciamento
do contrato a ser firmado. O Comando da Aeronáutica
planeja concluir a etapa técnica do processo
até outubro.
O Projeto FX-2 difere do primeiro processo de seleção,
que previa a compra de 12 caças para um esquadrão
de defesa aérea. No processo atual, o modelo
a ser escolhido será a plataforma a substituir,
gradativamente, a frota de caças da FAB (F-2000,
F-5 e A-1). Será um investimento para as próximas
três décadas.
ENTENDA
O PROCESSO
Maio – 2008
O Comando da Aeronáutica, atento às
necessidades operacionais para as próximas
décadas e obedecendo ao cronograma de desativação
de aeronaves de combate da Força Aérea
Brasileira, instituiu (15 de maio) a Comissão
Gerencial do Projeto F-X2, com o objetivo de conduzir
os processos de aquisição de aeronaves
de caça a serem incorporadas ao acervo da Força.
O intuito é dotar a FAB de uma frota padronizada
de aeronaves de caça de múltiplo emprego,
com o início das operações no
Brasil previsto para o ano de 2015 e para serem utilizadas
por aproximadamente 30 anos. O planejamento prevê
a substituição gradual das frotas de
Mirage-2000, F-5M e A-1M.
Para tanto, seis empresas foram pré-selecionadas
e receberam solicitação para apresentarem
informações (request for information
– RFI): as norte-americanas Boeing (F/A-18 E/F
Super Hornet) e Lockheed Martin (F-35 Lightning II),
a francesa Dassault (Rafale), a russa Rosoboronexport
(Sukhoi SU-35), a sueca Saab (Gripen) e o consórcio
europeu Eurofighter (Typhoon).
O processo de escolha da aeronave vencedora leva em
conta, principalmente, o atendimento aos requisitos
operacionais estipulados pela FAB. Outros critérios
utilizados na avaliação dizem respeito
à logística, aos custos, às condições
das ofertas de compensação comercial
e o grau de transferência de tecnologia para
a indústria aeronáutica brasileira.
Junho
a Novembro – 2008
O Comando da Aeronáutica completou
mais uma etapa do processo de seleção
dos novos caças multi-emprego a ser incorporados
ao seu acervo.
A Comissão Gerencial do Projeto F-X2 (CGPF-X2)
conduziu os estudos de avaliação das
aeronaves pré-selecionadas (Boeing F-18E/F
Super Hornet, Dassault Rafale, Eurofighter Typhoon,
Lockheed Martin F-16 Adv, Saab Gripen NG e Sukhoi
SU-35), de forma a elaborar uma lista reduzida (short
list).
A concretização da short list visou
garantir o atendimento aos requisitos operacionais
para aeronave de caça e permitir o aprofundamento
das avaliações dos sistemas de armas
candidatos que foram selecionados.
Os estudos tiveram por base as informações
fornecidas pelas empresas em resposta aos pedidos
de informações (do inglês Request
For Information - RFI), emitidos em Junho de 2008.
Os dados provenientes das empresas participantes foram
avaliados de forma sistêmica, considerando aspectos
referentes às áreas operacional, logística,
técnica, Compensação Comercial
(offset) e transferência de tecnologia para
a indústria nacional de defesa.
Com isso, as avaliações foram concentradas
nas seguintes aeronaves finalistas: BOEING (F-18 E/F
SUPER HORNET), DASSAULT (RAFALE) e SAAB (GRIPEN NG).
As 36 aeronaves, que integrarão o 1º lote,
deverão ser entregues a partir de 2014, com
expectativa de vida útil de, no mínimo,
30 anos. Assim, ao longo dos próximos anos,
haverá a substituição, gradativamente,
dos atuais caças Mirage 2000, F-5M e A-1M.
O conjunto de conhecimentos e capacitação
tecnológica adquiridos nesta aquisição
irá contribuir para que o Brasil tenha condições
de produzir ou participar da produção
de caças de 5ª geração em
um futuro de médio e longo prazo.
A Comissão do Projeto F-X2 procedeu à
entrega (30 de outubro) do Pedido de Oferta às
empresas participantes selecionadas na short list:
BOEING (F-18 E/F SUPERHORNET), DASSAULT (RAFALE) e
SAAB (GRIPEN NG).
A partir do recebimento do pedido de oferta (Request
For Proposal – RFP, em inglês), as empresas
tiveram até 2 de fevereiro para apresentar
propostas com detalhamento nos aspectos comerciais,
técnicos, operacionais, logísticos,
industriais, de compensação comercial
(Off set) e de transferência de tecnologia.
Fevereiro – 2009
O Comando da Aeronáutica recebeu em 2 de fevereiro
as propostas das empresas participantes selecionadas
na short list: BOEING (F-18 E/F SUPER HORNET), DASSAULT
(RAFALE) e SAAB (GRIPEN NG).
A partir disso, a Comissão do Projeto F-X2
iniciou os trabalhos de análise técnica
dos aspectos comerciais, técnicos, operacionais,
logísticos, de compensação comercial,
industrial e tecnológica (Offset), e de transferência
de tecnologia, informados pelos participantes em resposta
ao RFP.
Março – 2009
O Comando da Aeronáutica iniciou as
reuniões de esclarecimentos com as empresas
participantes do Projeto F-X2, com o objetivo de obter
um maior detalhamento das ofertas apresentadas pelas
empresas BOEING (F-18 E/F SUPER HORNET), DASSAULT
(RAFALE) e SAAB (GRIPEN NG).
A Comissão do Projeto F-X2, por meio da sua
equipe técnica, realizou uma completa análise,
de acordo com metodologia apropriada, mantendo o foco
nos aspectos comerciais, técnicos, operacionais,
logísticos, de compensação comercial,
industrial e tecnológica (Offset), e de transferência
de tecnologia.
Em 30 de março, a Comissão deu início
às visitas técnicas às empresas
ofertantes e aos voos de avaliação das
respectivas aeronaves concorrentes do Projeto F-X2,
para verificar aspectos técnicos, operacionais,
logísticos e industriais das propostas. Nesse
período, foram avaliadas e visitadas as instalações
industriais e logísticas, as oficinas de manutenção,
os laboratórios de desenvolvimento de sistemas
e esquadrões operacionais.
Maio
– 2009
Mantendo a política de transparência
do processo de seleção das novas aeronaves
de caça, o Comando da Aeronáutica recebeu
(4 de maio) das empresas participantes as ofertas
revisadas para análise pelos integrantes da
Comissão do Projeto F-X2.
Junho – 2009
O Comando da Aeronáutica encerrou
a primeira bateria de coleta de informações
das empresas participantes do processo.
Julho – Setembro – 2009
A Comissão realiza análise e coleta
de informações adicionais das propostas
dos concorrentes finalistas.
Fonte: CECOMSAER