PROJETO
F-X2
Boeing Detalha
Programa
de Transferência de Tecnologia para o Brasil
St.
Louis, 30 de setembro de 2009 – O Programa de
Transferência de Tecnologia do governo dos Estados
Unidos/Boeing para o programa brasileiro F-X2 abre
a porta para a cooperação e desenvolvimento
entre os dois principais poderes aeroespaciais do
mundo – o Brasil e os Estados Unidos.
O
Super Hornet proporciona um excepcional pacote de
transferência de tecnologia que cobre três
áreas distintas:
1)
As avançadas tecnologias encontradas no Super
Hornet;
2) Tecnologias que apóiam os objetivos brasileiros
quanto à autonomia nacional
3) Tecnologias que promoverão, de forma global,
o desenvolvimento econômico brasileiro.
A
Boeing já se comprometeu com a FAB e a indústria
brasileira para o desenvolvimento de parcerias que
fortalecerão a todos dentro de um ambiente
competitivo. A Boeing estima que, caso fossem criadas
de forma independente, essas tecnologias exigiriam
investimentos de US$ 1,5 bilhões. O valor dessas
tecnologias cresce ao passo que a indústria
brasileira os desenvolva em produtos comercializáveis.
1)
Avançadas Tecnologias do Super Hornet:
As tecnologias empregadas no Super Hornet representam
uma categoria à parte. Essas tecnologias dão
vantagem ao Super Hornet no ambiente de combate, e
serviços de apoio e manutenção
superiores em tempos de paz.
-
Radar AESA APG-79 – O radar mais capaz do mundo
para aeronaves de caça;
- Sistemas Integrados de contramedidas de guerra e
defesa eletrônicos;
- Célula de versatilidade comprovada nos mais
variados ambientes do mundo;
- Avançada arquitetura de computação;
- Rede de conectividade digital;
- Confiabilidade e capacidade de sobrevivência
típicas de aeronave birreator;
- Tecnologias eletro-óticas e infravermelhas
de detecção de longo alcance;
- Materiais avançados para estrutura da célula
- Integração multi-origem de sensores
e cabine do piloto;
- Avançada suíte de sistemas de mísseis;
e
- Assinatura radar reduzida
Ademais,
ao manter comunalidade com os Super Hornet dos Estados
Unidos, o Brasil se beneficiará diretamente
do roteiro de desenvolvimento que visa manter o Super
Hornet sempre à frente das ameaças ora
em evolução – um programa cujo
valor é de bilhões de dólares.
-
Modernização da integração
de sensores AESA, FLIR e sistemas de designação
de alvos;
- Modernização dos sistemas de comunicação
e de rede; e
- Integração de novas armas
2)
Tecnologias projetadas para dar autonomia: hardware,
software, conhecimento técnico e treinamento
que irão proporcionar à indústria
brasileira a capacidade necessária para apoiar
e gerenciar as atividades deste caça nos próximos
30 anos, ou permitir o desenvolvimento de um caça
de projeto nacional.
-
Apoio e manutenção do Super Hornet
será realizado no Brasil, e os trabalhos
transferidos à FAB e à indústria
brasileira. São enormes as implicações
no que tange mercado e receita;
- Acesso ao Programa Operacional de Vôo da
aeronave, que faz interface com os softwares dos
subsistemas desenvolvidos no Brasil;
- Pesquisa do campo de aerodinâmica supersônica
através do fornecimento ao Brasil de um túnel
de vento tri-sônico;
- Papel de liderança, no Brasil, na integração
multifase dos sistemas de armas brasileiros;
- Montagem final, serviços de pista e ensaios
de recebimento dos Super Hornets no Brasil;
- Conjuntos estruturais do Super Hornet;
- Operações de ensaios em voo no Brasil
através de aeronave instrumentada;
- Centro de modelagem e simulação;
- Treinamento de missão distribuída;
- Manuais técnicos eletrônicos integrados;
- Montagem do motor, inspeção, ensaios
e ferramental;
- Treinamento de minimização da assinatura
de radar e tecnologias stealth (furtividade);
- Co-desenvolvimento das modificações
destinadas ao Super Hornet; e
- Geração do arquivo de dados de ameaças.
3)
Desenvolvimento econômico no Brasil: A infusão
de tecnologia que aumenta a capacidade da indústria
brasileira em gerar receita, crescimento e empregos.
-
Tecnologias de usinagem;
- Centro Boeing de Capacidade Integrada para focalizar
a evolução da próxima geração
de tecnologias;
- Apoio e co-desenvolvimento do KC-390 no que diz
respeito às áreas críticas de
projeto;
- Tecnologia de materiais avançados e sua fabricação;
- Análise e reparo de danos em materiais compostos;
- Fabricação de material eletrônico;
- Microssistemas eletro-mecânicos.
- Veículos aéreos não-tripulados;
- Tecnologias de segurança interna para avaliar
infraestruturas críticas no Brasil;
- Gerenciamento de estoque através de sistemas
automatizados de rastreamento e resposta; e
- Desenvolvimento e treinamento de currículo
aeroespacial.
As tecnologias descritas acima fazem parte do contrato
direto, governo a governo, aprovado pela Marinha,
Departamento de Defesa, Departamento de Estado e Congresso
dos Estados Unidos. O governo brasileiro poderá
contar com alto grau de confiança de que as
tecnologias acima descritas, que derivam da proposta
de offsets da Boeing, cumprirão os requisitos
e prazos da FAB. Mundialmente, a Boeing já
completou mais de US$ 30 bilhões em obrigações
industriais, dentro, ou antes, do prazo.
A
Boeing e seus principais fornecedores anualmente registram
receita que se aproxima da marca de US$ 500 bilhões.
Este mercado – que compreende defesa e comercial
– dos Estados Unidos é 10 a 100 vezes
maior que aqueles em que atuam seus competidores.
A escolha da solução Boeing/Estados
Unidos para o programa F-X2 torna esse mercado mais
accessível – promovendo assim receita,
crescimento e empregos em grau que competidores não
conseguem igualar.
Os
Estados Unidos e a Boeing acreditam que o Brasil é
um país-par, e não somente um país-cliente.
O pacote de transferência de tecnologia enfatiza
nossa visão de um relacionamento bilateral
que se prolongará pelo Século 21.
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