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Programa
F-X
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Defesanet
13 Maio 2005
Zero Hora 26 Abril 2005
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FAB
vai comprar caças usados
Aviões
Mirage 2000-5 substituirão aeronaves
retiradas de operação
KLÉCIO
SANTOS
Agência RBS/Brasília
O
Brasil deve anunciar nos próximos dias a aquisição
de caças Mirage 2000-5, atualmente em uso pela força
aérea francesa. Os aviões usados substituirão
os Mirage III, que no final do ano têm de ser retirados de
operação. A oferta da França surge como a mais
atraente.
Um lote de 10 a 12 aviões custaria cerca de 100 milhões
de euros, mas com um prazo de pagamento de 10 anos, considerado
vantajoso para uma solução tapa-buraco. A compra foi
a solução emergencial encontrada pela Aeronáutica,
após o sepultamento em fevereiro do Programa F-X, licitação
de US$ 750 milhões que previa a compra de novos supersônicos.
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Eu diria que tem 80% de chances de o negócio ser oficializado.
A oferta é muito favorável - revela uma fonte da Aeronáutica.
O
lote de aviões usados deverá ser entregue em sete
ou oito meses. O atraso seria motivado pela necessidade de retirada
de todos os implementos sigilosos - equipamentos de navegação
e ataque específicos da força áerea francesa
- existentes nos Mirage 2000-5.
O
Mirage 2000-5 participou da Cruzex - exercício que envolveu
a FAB e as forças aéreas da França e de países
da América Latina, em Natal (RN) no fim do ano passado -
e foi testado por pilotos brasileiros.
Ao
fechar negócio com a França, o Brasil vislumbra no
futuro adquirir um avião mais moderno do que os oferecidos
no Programa F-X. E o sonho da FAB é o francês Rafale,
que estaria iniciando sua vida útil. O Rafale também
é fabricado pela Dassault, parceira da Embraer, o que facilitaria
a transferência de tecnologia, permitindo à empresa
brasileira continuar ampliando espaço no mercado internacional.
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A proposta atual não tem nenhuma relação efetiva
com o Rafale - nega um brigadeiro.
Segundo
a fonte, como a intenção da França é
desativar todos os Mirage 2000-5, o Brasil poderá adquirir,
se necessário, ainda outro lote de caças com um baixo
preço.
Aviões
F-16 da Holanda, uma versão modernizada do modelo originário
dos EUA, também foram oferecidos. Os Estados Unidos ainda
pressionam para a adoção dessa alternativa, com o
objetivo de restabelecer a primazia da venda de material bélico
para o Brasil. Setores da Aeronáutica acreditam que o assunto
deverá entrar na pauta da visita da secretária de
Estado norte-americana Condoleezza Rice, que hoje desembarca no
Brasil.
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