COBERTURA ESPECIAL - Fronteiras - Aviação

20 de Outubro, 2012 - 13:55 ( Brasília )

ÁGATA 6 - Aeronave-radar fiscaliza a fronteira do País



Juntamente com aeronaves de caça, a atuação de aviões de Controle e Alarme em Voo é fundamental na proteção da nossa fronteira. A aeronave E-99 é a ferramenta utilizada pela Força Aérea Brasileira (FAB) para complementar a cobertura radar nos estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul durante a Operação Ágata 6.
 
Quando os pilotos de caça recebem as suas ordens e partem para suas missões, as aeronaves E-99 já monitoram o espaço aéreo da região, visualizando toda a área de operação. Os E-99 do 2º/6º GAV, Esquadrão Guardião, conseguem fazer uma varredura minuciosa nos locais de interesse, aumentando a capacidade de detecção de aeronaves em voos irregulares à baixa altura.
 
Como o sistema de vigilância, o controle e alarme em voo do E-99 é feito de cima para baixo, a varredura fica mais completa, sem chances de ocultamento das aeronaves irregulares, mesmo que voem a baixa altitude. Qualquer pequeno avião operando sem o conhecimento dos órgãos de controle é monitorado e identificado pelo E-99.
 
“Com essas aeronaves nós aumentamos exponencialmente a capacidade operacional da FAB na vigilância e controle das fronteiras. Uma só aeronave consegue cobrir uma área onde seriam necessários milhares de homens”, conta o Capitão Aviador Domenico Merrichelli, do Esquadrão Guardião.
 
As aeronaves E-99 têm a capacidade de complementar os sinais dos radares de solo, servindo também como uma reserva de visualização-radar ou de comunicações. A tripulação é habilitada a fazer o controle e a vetoração das aeronaves interceptadoras, conduzindo-as até os tráfegos desconhecidos, funcionando como alternativa aos controladores em solo.
 
O 2º/6º GAV é sediado em Anápolis (GO) e possui também aeronaves R-99, que fazem reconhecimento de objetivos de interesse e mapeamentos diversos com seu radar de abertura sintética. “A capacidade operacional dessas aeronaves coloca o Brasil em um patamar diferenciado em termos de defesa do espaço aéreo. Na América Latina, apenas o Brasil e o Chile possuem aeronaves com essa tecnologia”, afirma o Capitão Domenico.