COBERTURA ESPECIAL - Fronteiras - Terrestre

06 de Fevereiro, 2017 - 10:50 ( Brasília )

Monitoramento das Fronteiras - as embarcações do EB


Nota DefesaNet

Matéria atualizada 17:30 Legendas fotos trocadas.

O Editor


O Exército Brasileiro (EB) passa por transformações doutrinária e material. Nesse contexto, a dinâmica das operações militares é influenciada por múltiplos elementos, podendo ser conduzida isoladamente ou fazendo parte de manobras estratégicas, englobando outros tipos de ambientes operacionais.

A partir da concepção desse modo de operar, diversos projetos e planos foram concebidos com objetivos específicos e se encontram em variados estágios de conclusão.

Dentre eles, podemos citar o Projeto PROTEGER e o Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (SISFRON). O EB, visando ao atendimento desse novo conceito operativo, adquiriu as embarcações Guardian 25 e a Lancha de Patrulha Ribeirinha (LPR 40), que serão empregadas nas operações de fiscalização de fronteira e nas operações ribeirinhas.

Embarcação Tática Guardian 25

Na aquisição da embarcação Guardian 25, o EB levou em consideração as seguintes características gerais:

– ótima estabilidade e capacidade de manobra: ideal para rios estreitos e espaços reduzidos;

– possibilidade de navegação em águas rasas;

– rapidez nos deslocamentos: a agilidade dessa embarcação é proporcionada pelos dois motores de popa de 200 HP cada, perfazendo velocidades de 80 km/h com muita facilidade;

– capacidade de transporte e autonomia: permite o transporte de até 12 pessoas e dispõe de um tanque central com capacidade de 602 litros, que possibilita o funcionamento da embarcação por até dez horas ininterruptas;

variedade de instrumentos de navegação: a embarcação possui bússola, GPS, radar de navegação, sonar, rádio, além dos comandos flaps e trim de compensação (o primeiro relaciona-se ao ajuste no sentido de levantar/ abaixar a proa/popa e o segundo relacionase à inclinação dos motores);

– flutuabilidade: o casco é constituído com partes de fibra de vidro especial, aliado a um preenchimento com espuma sintética (que não absorve água). Mesmo após disparos de diversos calibres de armas automáticas, a embarcação mantém a flutuabilidade normal; e

– armamento: na proa, há uma Metralhadora .50; na popa, existe um Lança Granada 40 mm; e há duas Metralhadoras MAG 7,62 mm a bombordo e a boreste. Esses armamentos possuem reparos específicos de fábrica com espaços já reservados para os cofres das metralhadoras.

A Guardian 25 possibilita a navegação, por parte do piloteiro, sem a necessidade de um auxiliar, devido ao uso dos instrumentos existentes. No entanto, um militar dessa embarcação deverá estar apto para cumprir as atribuições de sota-voga, visando às ações de abicagem, atracação e desatracação. O piloto e o seu sota-voga deverão possuir os cursos de Estágio de Condutor de Serviço Público (ECSP) e Estágio de Tripulação de Serviço Público (ETSP), respectivamente.

A guarnição ideal para compor a Guardian 25 pode ser observada na ilustração da página seguinte. O seu uso está vocacionado ao apoio de fogo. Para tanto, cada embarcação conta com oito homens embarcados, sendo dois elementos de tripulação (piloteiro e sota-voga) e seis fuzileiros.

Pode ser utilizada em atividades operacionais de Intensificação da Presença da Força na Faixa de Fronteira, com o emprego em patrulhas de reconhecimento de marcos fluviais (onde o fator velocidade e poder de fogo são predominantes); e em Posto de Bloqueio e Controle Fluvial, como grupos de perseguição, devido às suas características de dissuasão: velocidade e potência de fogo.

Atualmente, com o intuito de melhor instruir os militares que empregam a embarcação Guardian 25, o Centro de Instrução de Operações no Pantanal conduz os seguintes estágios:

– Estágio Técnico de Navegação e Manutenção da Embarcação de Combate Guardian: especializa militares habilitados na condução das embarcações Guardian (sargentos, cabos e soldados) para executar, com eficácia, a navegação e a manutenção das embarcações, de forma a difundir os conhecimentos adquiridos.

– Estágio Tático para Embarcação de Combate no Emprego da Embarcação de Combate Guardian: especializa os oficiais e os sargentos para executar, com eficácia, o emprego tático nas operações no Pantanal, nas funções de Comandante de Pelotão, de Seção e de Embarcação Guardian.

Além desses, o Estágio de Operações no Pantanal possibilita o adestramento de oficiais e de sargentos do Comando Militar do Oeste, no tocante ao emprego dessa embarcação em um contexto operativo em ambiente pantaneiro.

Lanchas de Patrulha Ribeirinha (LPR 40)

O EB adquiriu Lanchas de Patrulha Ribeirinha (LPR 40) no estaleiro colombiano COTECMAR, que serão usadas para reforçar o patrulhamento na Região Amazônica. A estrutura da embarcação, o sistema de arrefecimento do motor, o casco e outros aspectos favorecem o seu emprego em uma região de clima quente e úmido como o da Amazônia.

A LPR 40 oferece abrigo eficaz à tripulação e aos combatentes contra as chuvas, os ventos e os raios solares. Com relação aos rios de atuação, o calado da embarcação é adequado para as estações de “cheia” e “vazante” e, em regiões de “pedral”, permite a transposição de obstáculos ou o reboque fluvial ou transporte terrestre da embarcação com relativa facilidade.

As LPR 40 são embarcações rápidas e equipadas com radar, com metralhadoras e com infravermelho para visão noturna.

Algumas Características da Embarcação:

– Tanques de combustível (diesel): 1.741 litros;
– velocidade de cruzeiro: 46 a 53 Km/h com carga máxima;
– velocidade máxima: 72 Km/h;
– autonomia: aproximadamente 550 km a 46 Km/h;
– motores: dois CATERPILLAR C9; Lancha de Patrulha Ribeirinha LPR 40
– potência: 505 HP a 2.500 RPM;
– armamento principal: duas Metralhadoras .50 na proa e uma na popa;
– proteção balística; e – armamento secundário: duas Metralhadoras MAG 7,62 mm.

Formas de Emprego:

– Operações autônomas para vigilância, patrulhamento e controle fluvial;
– apoio de fogo e comunicações em nível Grupo de Combate Fluvial;
– Operações Ribeirinhas (marcha para o combate, reconhecimento, ataque, Posto de Bloqueio e Controle Fluvial e estabelecimento de Ponto Forte); e
– desova e resgate fluvial” de pequenas frações.



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