COBERTURA ESPECIAL - Fronteiras - Terrestre

08 de Setembro, 2016 - 09:00 ( Brasília )

Só união da segurança vai estancar sangria na fronteira, diz general

Comandante militar do Oeste falou sobre o assunto com a imprensa e autoridades durante desfile

Anahi Zurutuza e Leonardo Rocha


Com a fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai em guerra, o Exército Brasileiro tem papel importante na mediação entre órgãos de segurança que precisam trabalhar integrados no combate ao crime organizado. A afirmação é do comandante militar do Oeste, general Paulo Humberto Cesar de Oliveira, que aproveitou o palanque do desfile de 7 de Setembro cheio de autoridades para falar sobre o assunto.

“É um problema de todos, então tem de haver uma integração de todos os órgãos. Estamos cada vez mais avançados nisso e estes grandes eventos que o Brasil tem sediado tem servido para deixar este legado”, afirmou o general, sobre o fato da Copa do Mundo e das Olimpíadas terem colocado o trabalho das polícias brasileiras e da Forças Armadas a prova.

O comandante revelou ainda que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) esteve em Brasília (DF) para encontro com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para tratar sobre a segurança da fronteira de Mato Grosso do Sul.

“Estavam tratando exatamente desta integração. E o que o Exército pode fazer, e tem feito, é dar condições, prestar o apoio para que todos os órgãos federais, Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, possam ter cada vez melhores condições para atuar na fronteira”, comentou Oliveira.

O general lembrou que o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), programa criado pelo Exército em, 2008 e que está em implantação em toda a faixa fronteiriça, é a principal estratégia de coordenar ações de defesa do território nacional e combate a criminalidade.

Violência - A onda de violência na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero deixou a população da região em pânico em junho, quando o empresário e traficante Jorge Rafaat Toumani foi executado após cair em uma emboscada próximo ao mercado municipal, no centro da cidade paraguaia.

Armamento de guerra foi usado para furar a blindagem do carro de Rafaat, temido e chamado na região como “o rei de fronteira”. O empresário condenado em 2014 por tráfico pelo juiz federal Odilon de Oliveira.