COBERTURA ESPECIAL - Fronteiras - Terrestre

10 de Julho, 2014 - 09:40 ( Brasília )

Sisfron - CCOMGEx examina no Paraná a implantação da segunda fase


Secretaria da Comunicação Social-PR
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O vice-governador Flávio Arns recebeu nesta quarta-feira (9) no Palácio Iguaçu, o comandante do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CCOMGEx), general Carlos Roberto Pinto de Souza, para discutir a implantação da segunda fase do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron).

Desenvolvido pelo Exército, o Sisfron usa radares, sistemas de comunicação e veículos aéreos não tripulados para o monitoramento da fronteira. A primeira etapa foi feita no Mato Grosso do Sul, e agora está sendo oferecida ao Paraná. O programa terá investimento de R$ 11,9 bilhões em dez anos. O Estado, em forma de emenda de bancada para o orçamento da União em 2014, já dá apoio ao Sisfron.

O sistema é baseado em uma rede de sensores colocados sobre a linha de fronteira, interligada a sistemas de comando e controle, que, por sua vez, estão interligados às unidades operacionais com capacidade de dar resposta, em tempo real, aos problemas detectados.

O general Pinto de Souza disse que a intenção é aumentar a capacidade operacional do Exército e dos órgãos de segurança federais, estaduais e até municipais na faixa de fronteira do Paraná. “Objetivo é acompanhar o que acontece nesta área e poder intervir, combatendo o ilícito, seja ele de tráfico de drogas, contrabando, descaminho”, afirmou.

“Esta percepção do Governo do Paraná de apoiar e fazer uma parceria com o Exército é essencial para implantação do sistema, com suporte político e econômico”, completou o general.

“O Sisfron presta um trabalho fundamental para as áreas de fronteira”, afirmou Flávio Arns. “Esse programa une o país todo num sistema integrado e faz a prevenção e repressão nas fronteiras. Vamos reforçar a política para que isso se instale de maneira definitiva em nosso estado”, disse ele.

O Paraná tem 19 municípios que fazem fronteira direta com o Paraguai e a Argentina, numa extensão de 1,4 mil quilômetros, e outros 120 municípios na área de influência da fronteira. Os principais crimes cometidos na região são tráfico de drogas e de armas, explosivos e munições, contrabando e exportação ilegal, roubo e furto de veículos, imigração ilegal de pessoas, bem como a atuação do crime organizado internacional.

RECURSOS - O Secretário de Estado de Representação do Paraná em Brasília, Amauri Escudero Martins, explicou que o Governo do Estado está em busca de recursos federais para a implantação do sistema no Paraná.

“O Sisfron passa agora a contar com um apoio político decisivo do setor privado do Paraná, além do apoio do governo estadual, que agora irá buscar recursos de fundos federais para a implantação”, disse Escudero.

TECNOLOGIA – Além da segurança, o sistema também deve trabalhar em parceria com meios acadêmicos do Estado, segundo o secretário de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes.

“O sistema vai trazer uma integração do setor acadêmico, de pesquisa e inovação, com o Ministério da Defesa e com o setor produtivo”, disse o secretário. “O Paraná é privilegiado, pois temos uma rede de universidades muito forte e sem dúvidas o projeto vai propiciar uma participação dos centros de pesquisa, dos nossos alunos, com este projeto”, afirmou.

O diretor da Agência de Inovação e Tecnoparque da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Álvaro Amarante, também participou do encontro e ressaltou a importância do sistema. “As empresas precisam de massa crítica para desenvolvimento de tecnologia e essa massa está disponível nas universidades. As universidades precisam se colocar mais a serviço das empresas, e esta é uma oportunidade”, disse ele.

Estiveram presentes na reunião, o secretário chefe da Casa Civil, Cezar Silvrestri; os secretários estaduais da Segurança Pública, Leon Grupenmacher; da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Horácio Monteschio, e de Planejamento, Cássio Taniguchi; o chefe da Casa Militar e coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Adilson Castilho, e o diretor geral do Detran, Marcos Traad.



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