COBERTURA ESPECIAL - Fronteiras - Terrestre

19 de Maio, 2014 - 09:25 ( Brasília )

Ágata 8 - Contrabando e estrangeiros ilegais são flagrados na fronteira do Amapá

Flagrantes são considerados comuns na fronteira, diz Exército no estado. Forças armadas realizam operação na fronteira amapaense.

Balanço parcial do Exército Brasileiro sobre a operação Ágata 8 aponta contrabando de mercadorias e a permanência ilegal de estrangeiros no país como os crimes mais comuns na fronteira do Amapá com a Guiana Francesa. Os números oficiais ainda não foram divulgados.

O coordenador da operação no estado, general Estevão Teófilo, informou, no entanto, que as duas infrações devem aparecer no topo do ranking dos crimes mais encontrados durante a Ágata, que iniciou em 10 de maio.

“Foram feitas prisões de crimes comuns e de estrangeiros que estavam ilegalmente no país e apreensões de mercadorias, entre perfumes e drogas”, resumiu o general do Exército.

A operação Ágata 8 é realizada na fronteira brasileira com países sul-americanos. Ao todo, o Amapá recebeu 800 homens, que atuam em dois pontos fixos, em Pedra Branda do Amapari e Oiapoque, abrangendo 700 quilômetros de fronteira amapaense com a Guiana Francesa e Suriname.

Segundo o general Teófilo, uma das características da fronteira do Amapá é o baixo número de pessoas vivendo na divisa entre o Brasil e demais países. “Temos apenas Oiapoque com a Guiana Francesa como fronteira habitada. O restante é ocupada por florestas”, comentou o oficial.

Apesar de não haver fiscalização em regiões cobertas por florestas fechadas, o general frisa que a entrada ilegal de pessoas e mercadorias costuma acontecer por regiões habitadas por causa do custo menor na tentativa de entrada no país.

Uma das apreensões realizadas pelo Exército aconteceu na quarta-feira (14), quando militares fecharam uma indústria irregular de venda de peixe em Oiapoque. Mais de 600 quilos de pescado foram apreendidos.
 

Segundo o general Estevão Teófilo, diferente de Oiapoque, os crimes comuns encontrados em Pedra Branca são os que infringem as leis ambientais, como a extração ilegal de madeira e comercialização e abatimento de animais silvestres sem autorização de órgãos fiscalizadores.

Operação Ágata 8

No total, 16.886 quilômetros de fronteira do Brasil com os dez países sul-americanos estão sendo monitorados dia e noite por 30 mil militares da Marinha, Exército e Aeronáutica. Agentes das polícias federal, rodoviária e militar, além de técnicos de agências governamentais, também participam da operação que começou no último dia 10 de maio.

A operação Ágata, conduzida pelo Ministério da Defesa, e a operação Sentinela, pelo Ministério da Justiça, são parte do Plano Estratégico de Fronteiras de combate à criminalidade.

 



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