COBERTURA ESPECIAL - Fronteiras - Defesa

23 de Maio, 2013 - 11:44 ( Brasília )

ÁGATA 7 – FAB, Exército Brasileiro e Ibama atuam contra o desmatamento ilegal


No quinto dia da Operação Ágata 7, a Força Aérea Brasileira (FAB), o Exército Brasileiro (EB) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), atuaram em conjunto para combater o desmatamento ilegal em áreas na região da fronteira do Brasil.

Transportados por uma aeronave da FAB e protegidos por militares do Exército, os Agentes Ambientais do Ibama notificaram seis propriedades em função de apresentarem indícios de desmatamento ilegal. Segundo os Agentes, algumas das notificações aplicadas podem acarretar multas superiores a R$ 1 milhão de reais.

O Comandante da aeronave H-60 Black Hawk, do 7º/8º GAV (Esquadrão Hárpia) falou sobre a missão desenvolvida. “Os agentes do IBAMA nos passaram as necessidades para realizar a missão de hoje, ou seja, quais os pontos (clareiras) em que iríamos pousar para efetuar as notificações dos desmatamentos ilegais. De posse desses dados, traçamos a rota a ser seguida”.

O Agente Ambiental do Ibama que realizou as notificações expôs detalhes do trabalho efetuado. “Hoje, juntamente com o apoio da FAB e do Exército, nós fiscalizamos áreas desmatadas, possivelmente com indícios de desmate ilegal. Também notificamos os fazendeiros, visitamos e fotografamos essas áreas e, dessa maneira, comprovamos efetivamente os desmatamentos. Felizmente, esse tipo de atuação conjunta não está ocorrendo pela primeira vez, pois nas Operações Ágatas anteriores também houve essa parceria. Se não fosse o apoio da FAB, nós não teríamos como chegar nessas áreas, pois são de difícil acesso. Os seus proprietários, por exemplo, só conseguem chegar nelas de avião”, afirmou.
 

O Sargento de um Batalhão de Fronteira do Exército que coordenou a equipe de segurança da missão, composta de quatro militares do EB, explicou o papel da Força Armada na ação. “A nossa finalidade é realizar a segurança dos Agentes do Ibama durante o seu trabalho. Em outras operações já realizadas, felizmente, não houve riscos consideráveis a eles. No entanto, caso ocorra alguma determinada resistência aos funcionários do órgão federal, nós poderemos evitar qualquer tipo de acidente ou incidente às suas integridade física ou moral”.

Essa operação é realizada de forma conjunta pela Marinha do Brasil (MB), Exército Brasileiro (EB) e Força Aérea Brasileira (FAB), sob coordenação do Ministério da Defesa (MD).