COBERTURA ESPECIAL - Fidae - Defesa

27 de Março, 2012 - 22:15 ( Brasília )

Celso Amorim visita FIDAE

Programa encerrou visita oficial de cinco dias ao país. Ontem (26), ministro da Defesa reuniu-se com autoridades chilenas para tratar de cooperação

Santiago, 27/03/2012– Em seu último dia de visita oficial à capital do Chile, onde manteve agenda de compromissos desde a última sexta-feira (23), o ministro da Defesa, Celso Amorim, compareceu à abertura da FIDAE 2012, maior feira de aviação militar e civil da América Latina.

Segundo os organizadores, mais de 400 expositores de 40 países participam do evento, que acontece até o próximo domingo, 1º de abril, no Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez, em Santiago.

Além de gigantes mundiais do setor, como a norte-americana Boeing e o consórcio europeu Airbus, a Feira Internacional do Ar e do Espaço reúne forte presença de empresas latino-americanas, lideradas pelo Brasil.

Ao todo, 37 companhias nacionais vieram ao país andino para expor seus produtos, entre as quais Embraer, Mectron, Atech, Condor e CBC. Na última edição da feira, realizada em 2010, sete empresas do país estiveram presentes.

Dizendo-se “muito impressionado” ao percorrer o pavilhão de estandes brasileiros, Amorim afirmou que o aumento da participação nacional reflete os avanços tecnológicos obtidos pela indústria aeroespacial e de defesa do Brasil.

Segundo ele, o país dispõe hoje de produtos de reconhecida qualidade e empresas sólidas no setor, o que o torna um parceiro atraente na realização de negócios.

Presente também à feira, a Força Aérea Brasileira (FAB) levou à FIDAE as aeronaves E-99 do 2º/6º Grupo de Aviação (GAV), dois F-2000 Mirage do 1º Grupo de Defesa Aérea (GDA) e um helicóptero H-36 do 1º/8º GAV, além de sua renomada Esquadrilha da Fumaça.

Um grupo de militares brasileiros de alta patente também foi ao evento para acompanhar as inovações no campo da aviação, entre os quais o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general-de-exército José Carlos De Nardi; o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito; e o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio de Moura Neto.

Reuniões de trabalho

Ainda ontem (26), Celso Amorim reuniu-se com autoridades chilenas, para debater temas de interesse comum na área de defesa.

No Palácio de La Moneda, sede oficial do governo, foi recebido em breve audiência pelo presidente em exercício do Chile, o ministro do Interior Rodrigo Hinzpeter. O titular, Sebastián Piñera, encontra-se em viagem à Ásia.

Durante o encontro, o ministro brasileiro entregou uma carta da presidenta Dilma Rousseff. No documento, ela agradece o apoio da nação chilena pela ajuda prestada no incêndio que consumiu a Estação Antártica Comandante Ferraz e vitimou dois segundos-tenentes da Marinha. E reitera a intenção do Brasil de aprofundar a cooperação bilateral entre os dois países.

Horas antes, Amorim se encontrara com seu contraparte chileno, o ministro da Defesa Andrés Allamand, na companhia do embaixador brasileiro em Santiago, Frederico Cezar de Araujo.

Precedida por honras militares, a reunião entre as comitivas tratou de novos desafios em defesa envolvendo os dois países. As matérias incluíram cooperação técnica em projetos do setor, intercâmbio informativo e um tema capitaneado pelo Brasil: o fortalecimento da integração da indústria regional de defesa.

Já na sexta-feira (23), em palestra na Escola Militar do Chile, Amorim abordara a conveniência de explorar o potencial da base industrial de defesa sul-americana, por meio de iniciativas conjuntas. Na ocasião, chegou a dizer que o Brasil vem dirigindo esforços para equipar e adestrar suas Forças Armadas e que tem interesse em fazê-lo “de forma crescentemente integrada com seus sócios e parceiros da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).”

Haiti

Outra questão abordada no encontro bilateral, no âmbito da cooperação em operações de paz, foi a retirada de tropas no Haiti, onde Brasil e Chile mantém efetivos militares empregados em missão das Nações Unidas.

Celso Amorim e Andrés Allamand concordaram que as tropas devem deixar o país caribenho de forma ordenada e paulatina, seguindo um cronograma que seja, a um só tempo, responsável e cauteloso.

“Na realidade, não podemos ficar ali eternamente, porque não é bom nem para nós, nem para o Haiti”, declarou Amorim a jornalistas, ao término da reunião. "Definir um calendário para reduzir nossa presença, mesmo que não seja um (calendário) preciso, é também sinal importante para a comunidade internacional", disse ele, lembrando o fato de que parcela expressiva dos efetivos no país são provenientes de nações sul-americanas.

Após assentir que tropas estrangeiras não podem se eternizar no Haiti, o ministro Andrés Allamand afirmou que "Brasil e Chile têm, em todas as áreas, muitas coisas em comum, e essa visita serviu para confirmar isso."



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