COBERTURA ESPECIAL - Fogo-Fire-Feuer-Feu - Defesa

16 de Setembro, 2019 - 10:40 ( Brasília )

Peritos americanos viajaram sábado (14) para Mato Grosso


Capitão-Tenente Fabrício Costa

Os peritos da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) viajaram neste sábado (14), para a Chapada dos Guimarães e para o Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso.

Eles vão trabalhar em parceria com os funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a fim de investigar as causas e origens dos incêndios florestais.

"É um tipo de investigação bem específica para saber se os incêndios começaram ilegalmente ou se houve somente uma queimada promovida pelos agricultores. A parceria entre a USAID e o governo do Brasil começou em 1998, com o intuito de melhorar o processo de combate aos incêndios e prevenir os riscos", afirmou o diretor da USAID, Ted Gehr.

O Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, destacou que a Operação Verde Brasil é uma operação de Garantia da Lei e da Ordem Ambiental (GLOA) inédita, que está indo muito bem. "Em primeiro lugar, foi uma resposta muito rápida do governo Jair Bolsonaro em relação a possíveis focos de incêndio. Estamos empregando 7 mil homens, sendo 2 mil brigadistas de combate a incêndio. Fizemos quase 200 surtidas de aeronaves com lançamento de água”, disse o responsável pela pasta.

Além disso, o Ministro ressaltou a importância que as Forças Armadas conferem à Amazônia"Não se discute, de forma alguma, a soberania brasileira em relação à nossa Amazônia. Outros países da América do Sul também as têm. As Forças Armadas sempre estiveram presentes na Amazônia brasileira. Em pouco mais de 10 anos, passamos de 20 mil militares para cerca de 43 mil militares na Amazônia. Temos lá os Pelotões de Fronteira e o Centro de Instrução de Guerra na Selva, destacou.

O diretor da USAID, Ted Gehr, destacou que as queimadas não são problema exclusivamente do Brasil. Ele fez uma comparação com o que costuma acontecer na América do Norte. "Nos Estados Unidos, especialmente na parte Oeste, onde temos muitas florestas, acontece a mesma coisa. Há queimadas provocadas por agricultores e também incêndios de origem ilegal".

Ajuda estrangeira

Na quarta-feira (11), um grupo de 11 bombeiros militares de Israel, que estava na Região Amazônica apoiando os trabalhos da Operação Verde Brasil, despediu-se do Brasil. Os israelenses chegaram em 04 de setembro e ficaram baseados na 17º Brigada de Infantaria de Selva, em Porto Velho (RO).

No estado da Região Norte, os militares estrangeiros atuaram em patrulhas realizadas em parceria com brigadistas brasileiros do IBAMA, do ICMBIO e do Corpo de Bombeiros de Rondônia e com a equipe de fiscalização e segurança da Polícia Militar Ambiental e do Exército Brasileiro.

Por outro lado, os chilenos emprestaram quatro aeronaves civis, modelo Air Tractor 802, para combate a focos de incêndios na região da Serra do Cachimbo, no Pará. O modelo é para uso exclusivo de combate ao fogo, com capacidade de despejo de até e 3 mil litros de água e 4 mil quilos de carga.

Operação Verde Brasil

Nesta sexta-feira (13), a Operação Verde Brasil completa 21 dias. Cerca de 7 mil homens e mulheres atuam no combate às chamas e na ocorrência de ilícitos ambientais nos estados da Região Norte e em parte do Maranhão e Mato Grosso, na área denominada Amazônia Legal.

São empregadas na missão 189 viaturas, 58 embarcações e 18 aeronaves, incluindo as quatro chilenas do modelo Air Tractor 802. Até o momento, foram combatidos cerca de 500 focos de incêndio tanto terrestres quanto por meio aéreo.

Os militares ainda apreenderam mais de 12 mil metros cúbicos de madeira, lavraram 94 termos de infração, que representam R$ 22 milhões em multas, apreenderam caminhões, tratores, carretas, motos, motosserras e embarcações utilizadas no desmatamento ilegal ou equipamentos usados em garimpos clandestinos.

Eles também interditaram quatro madeireiras ilegais dentro da área indígena Alto Turiaçu, destruíram 10 acampamentos e oito pontes clandestinas. Nesse período, também detiveram pessoas suspeitas, inspecionaram seis aeronaves, de um aeródromo e 367 veículos. 

"Foi uma resposta muito rápida, que não permitiu que a situação se agravasse e fez com que tivéssemos o controle da situação em relação às possíveis queimadas na Amazônia Legal", disse o Ministro da Defesa.


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