Porto Alegre:
Iniciou nesta semana a segunda edição
da Operação Guaíba. A manobra
acontece no Aeroporto Internacional Salgado Filho,
onde está operando numa instalação
militar de campanha todo o efetivo do 5
º Esquadrão de Transporte Aéreo
(ETA).
A manobra consiste
na operação do esquadrão
de transporte num outro aeródromo após
a interdição por bombardeio da pista
e instalações da Base Aérea
de Canoas(BACO). Com dezoito pilotos
e três aeronaves C-95 Bandeirante, o esquadrão
vem realizado exercícios de lançamento
de carga sobre a base aérea simulando o
ressuprimento de suas unidades com munição,
medicamentos e alimentos.
Segundo o comandante
do esquadrão, Tenente-Coronel-aviador
Ricardo Ignácio de Macedo, o Bandeirante
pode carregar até uma tonelada de suprimentos
diversos, que podem ser lançados de pára-quedas
em dez fardos de 100 quilos. Como o avião
não possui sistemas de contra-medidas e
auto-defesa, e por necessidade de sigilo e precisão
neste tipo de missão, a navegação
acontece a uma altitude de apenas 300 pés
(100 metros), evitando assim a detecção-radar
inimiga. Os lançamentos são efetuados
num tempo que varia entre cincos segundos do Horário
sobre o Objetivo (HSO).
Embora com dificuldades
em operar uma aeronave com mais de trinta anos
e que possui carência no fornecimento de
peças, o Esquadrão Pégasus
mantêm alto o índice de operacionalidade,
sendo a única unidade de transporte da
Força Aérea no sul do Brasil.
Além do
lançamento de carga, o 5º ETA é
capaz de realizar todos os tipos de missões
de responsabilidade da aviação de
transporte, entre elas: transporte aeromédico,
de pára-quedistas, pequenas frações
militares, autoridades, Correio Aéreo Nacional;
sendo capaz de lançar Forças Especiais
(FE) em qualquer local da fronteira sul do País.
Neste ano o esquadrão passou a operar um
C-97 Brasília, cuja aeronave foi recebida
pela FAB após ter sido adaptada pela EMBRAER,
operava em uma empresa aérea da Venezuela.
Participam também
da Operação Guaíba II, militares
do Batalhão
de Infantaria Especial de Canoas(BINFAE-CO)
e um Helicóptero Bell H-1H, do
5º/8º Gav, da Base Aérea de Santa
Maria, o único esquadrão de asas
rotativas da FAB com experiência em combate,
tendo participado da campanha do Araguaia.