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Cruzex
2008 - Operações "Agressors"
Em cinco dias de operações
aéreas, pilotos da FAB operando como
"agressors" já superaram
as ações da última edição
do exercício multinacional
Kaiser Konrad
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Os "agressors" foram
escondidos pela Força Aérea Brasileira.
No Portal da Cruzex não há menção
alguma sobre quem são, de onde vem e aonde
operam. Silenciosamente, eles estão escrevendo,
mais uma vez, a história da FAB.
Os Agressors (vermelhos) estão
sediados na Base Aérea de Fortaleza. Seus
esquadrões componentes são:
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1°/14º
GAV – Esquadrão Pampa –
Canoas/RS
Cinco F5 EM com um reserva para voar
missões de Defesa Aérea com
quatro aeronaves
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3º/10º
GAV – Esquadrão Centauro –
Santa Maria/RS
Cinco A-1(AMX) com um reserva para
voar missões de ataque com quatro aeronaves
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1º/4°
GAV – Esquadrão Pacau –
Natal/RN
Seis AT-26 Xavante com dois
reservas para voar missões de ataque
com quatro aeronaves
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Nesta edição da Cruzex
a FAB decidiu adotar realmente o conceito de Agressors
utilizando estas aeronaves para treinar a Força
Aérea Azul, da Coalizão, não
tendo necessariamente o objetivo de vencer os combates
aéreos.
Nos dois primeiros dias da manobra
o Esquadrão Pampa não fez uso de armamento
BVR, somente de curto-alcance, utilizando táticas
“suicidas”. Posteriormente, utilizaram
as mesmas táticas, só que desta vez
fazendo uso do míssil BVR Derby, e nos dois
últimos dias as táticas de combate
além do campo visual foram aprimoradas para
aumentar o grau de dificuldade do exercício.
As forças azuis combatem
com um número de aeronaves três vezes
maior que as vermelhas. Normalmente são quatro
Agressors contra doze da Coalizão. Em determinada
missão, uma Esquadrilha de Agressors do 1º/14º
GAV ficou completamente sem mísseis, e um
dos caças teve que manobrar para utilizar
o infravermelho numa perseguição a
um Mirage 2000. Um dos pilotos ficou sem combustível
e teve que abandonar o exercício para não
sofrer uma pane seca.
Para dificultar ainda mais o trabalho
dos pilotos do Esquadrão Pampa, eles não
estão fazendo uso de Datalink, apenas de
GCI (Controle de interceptação realizado
do solo), o que está deixando suas ações
mais restritas.
Mesmo com todas as dificuldades,
Os pilotos do Esquadrão Pampa estão
superando as ações obtidas na última
Cruzex, dois anos atrás. Na época,
seus pilotos ficaram famosos por derrubar três
M2000 franceses. A informação não
tinha sido admitida pela Armée de l’Air
e recentemente foi questionada pelo comandante de
uma outra unidade de caça da FAB.
Nesta semana, um único
piloto do 1º/14º GAV já abateu
em combate a curta distância (sem BVR) dois
Caças Mirage 2000 da Força Aérea
Francesa, e um F-5 Tiger III da Força Aérea
do Chile. Este novo feito também
foi repetido por vários outros pilotos do
mesmo esquadrão, o que comprova o alto nível
operacional desta tradicional unidade, já
chamada de a elite da aviação de caça
da FAB.
Enquanto o Pampa busca a Superioridade
Aérea na Zona do exercício, os pilotos
do Centauro e do Pacau esquivam-se da defesa aérea
da Coalizão para escolher seus alvos e realizar
as missões de ataque ao solo
O Esquadrão Centauro foi
a última unidade de da FAB a receber o AMX,
em 2001. Além disso, possui o recorde de
permanência de vôo da FAB, 10h05min
de Santa Maria/RS a Natal/RN. Nesta semana o esquadrão
completa 30 anos de operação.
Causou surpresa o Pacau não
ter levado à Cruzex seus Impala, que tecnologicamente
são muito superiores ao Xavante. De qualquer
forma, este esquadrão, até 2012, será
transferido para Manaus onde vai operar caças
F-5 M recém adquiridos da Jordânia,
e será a primeira unidade sediada na Amazônia
Brasileira a operar vetores supersônicos.
Segundo fontes de Defesanet, a
FAB não quer mais mostrar sua capacidade
operacional, como ocorreu na Cruzex III e no Red
Flag, limitando aos experientes pilotos dos três
esquadrões agressores a tarefa de treinar
a Força de Coalizão.
A necessidade de uma aeronave com
maior capacidade de armamento, autonomia e performance
é um consenso entre os pilotos brasileiros
que participam da manobra.
Mande
sua mensagem aos pilotos e mecânicos das unidades
brasileiras e dos demais paises participantes da
CRUZEX IV |