| Em
encontro reservado, Saito revela penúria
da FAB
- Comandante da Aeronáutica
depôs em sigilo na Câmara
- Contou que, sem verba, FAB só voa 37%
de seus aviões
- Disse que Venezuela baterá Brasil em
aeronaves de caça
Deveria ser pública a audiência da
Comissão de Relações Exteriores
e Defesa Nacional da Câmara. Porém,
a pedido do brigadeiro
Juniti Saito, fecharam-se as portas.
Em reserva, o Comandante da Aeronáutica revelou
aos deputados detalhes da situação
de penúria vivenciada pela Força Aérea
Brasileira. Disse que a FAB não tem dinheiro
nem para a manutenção de suas aeronaves.
Segundo apurou o
blog, Saito informou que, das 719 aeronaves da Força
Aérea apenas 267 (37%) encontram-se em condições
de voar. As outras 452 (63%), à espera de
manutenção, não têm condições
de uso – 232 delas estão retidas no
solo por falta de dinheiro para a aquisição
de peças. A situação tende
a piorar.
Segundo o brigadeiro,
a frota brasileira é velha. O que torna a
sua conservação cada vez mais onerosa.
Oito em cada dez aviões da FAB têm
mais de 15 anos de uso. A situação,
de acordo com o relato de Saito, é incompatível
com as atribuições da FAB. Entre elas,
segundo as palavras do brigadeiro, anotadas por
um dos deputados que o ouviam, está a de
“manter a soberania e a defesa do espaço
aéreo (13,5 milhões de quilômetros
quadrados, incluindo a cobertura da área
oceânica).”
Saito fez uma outra
revelação que deixou preocupados alguns
dos membros da comissão de Defesa da Câmara.
Disse que o Brasil ostenta, hoje, a terceira posição
na América Latina em relação
ao poderio de seus aviões de caça.
É superado pelo Peru, primeiro colocado,
e pelo Chile, o segundo. E, em 2008, ficará
atrás também da Venezuela.
O presidente venezuelano
Hugo Chavez investe notáveis U$ 4 bilhões
na área militar. No próximo ano, receberá
24
caças Sukhoi Su-30 que adquiriu
da Rússia. “São aeronaves muito
mais modernas do que as nossas”, lamuriou-se
Saito. O brigadeiro disse aos deputados que a FAB
acalenta a expectativa de adquirir novos caças.
O projeto foi mandado à gaveta, porém,
ainda no primeiro mandato de Lula.
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