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Força Aérea Brasileira
DEFESA@NET 14 Abril 2008
DEFESA@NET

A FAB Pé de Poeira.
Elite da Infantaria da FAB completa 6 anos

Kaiser Konrad
kaiserk@defesanet.com.br

O Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Canoas (BINFAE-CO), completou na semana passada 6 anos de operações. Para celebrar essa data, foi realizada na Base Aérea de Canoas a Solenidade Militar comemorativa que contou demonstrações operacionais de combate a incêndio, ação anti-seqüestro e defesa antiaérea.

O evento teve as presenças do Major-Brigadeiro do Ar Raul José Ferreira Dias, Comandante do Quinto Comando Aéreo Regional (V COMAR) e do Tenente-Coronel de Infantaria Luiz Marcelo Sivero Mayworm, Comandante do BINFAE-CO.

A criação desse Batalhão obedeceu a dois critérios pelos quais passam as grandes decisões da Força Aérea Brasileira nos dias de hoje. Primeiramente o aspecto econômico, transformando dois Batalhões de Infantaria, um do V Comar e outro da BACO em somente uma unidade, e o segundo, operacional, reunindo num grupo único e coeso, permitindo a transferência de conhecimento, por meio de treinamentos e na rotina diária, resultando numa tropa melhor preparada.

Desfile do BINFAE-CO
Células hipomóveis são ideais para cobrir os longos perímetros das bases aéreas.
Unidade de bombeiros, na primeira foto o grupo de resgate penetra
no corredor aberto pelos colegas.

Essas mudanças foram implementadas pelo então Comandante do V Comar, Major Brigadeiro-do-ar Juniti Saito, e já refletiam sua intenção de melhor preparar e valorizar a arma de infantaria da FAB, culminando na promoção, pela primeira vez, de um infante ao posto de Brigadeiro, no ano passado. O Brigadeiro-de-Infantaria Agostinho Shibata foi promovido em 25 de Novembro 2007.

O BINFAE-CO é a primeira unidade de Infantaria da Aeronáutica a atuar na Defesa Antiaérea, através da Companhia de Artilharia Antiaérea de Autodefesa (1ª CAAAD), que utiliza o míssil Igla 9k38, de origem russa.

1ª Companhia de Artilharia Antiaérea de Autodefesa (1ª CAAAD),
que utiliza o míssil Igla 9k38, de origem russa.

Juntamente com o Pára-Sar, estas são as duas principais unidades de infantaria da aeronáutica. Embora possuam missões distintas, reúnem a elite da FAB no combate terrestre. No caso do Batalhão sediado em Canoas, o alto-nível operacional é o destaque, tendo em vista que além de fazer a proteção das instalações e aeronaves militares da região, possui um efetivo dinâmico e capacitado que realiza as mais diversas missões, sejam de combate a incêndio, patrulhamento montado, motorizado e helitransportado; atiradores, forças especiais, como no caso do Grupo Especial de Polícia da Aeronáutica, um pelotão que usa técnicas israelenses anti-sequestro dentro e fora de aeronaves, até a defesa aérea de aeródromo através de mísseis portáteis antiaéreos. Além de toda essa gama de missões, o BINFAE de Canoas conta ainda com uma das melhores Bandas de Música do Rio Grande do Sul, mostrando que essa unidade é destaque em todas as suas áreas de atuação.

Agradecimento - A equipe de DEFESA@NET agradece à Tenente Clarissa Carvalho, Chefe de Comunicação Social do V Comar por ter possibilitado a realização desta reportagem.

Grupo do Pelotão de Operações Especiais (PELOPES) que realizou demonstrações.
Oficial do PELOPES com o fuzil SIG 556

Nota DEFESA@NET – Uma das transformações mais importantes nos últimos anos da FAB é a atenção e investimentos na formação e qualificação da Infantaria da Aeronáutica e a proteção das instalações: bases e zonas residenciais de oficiais e praças.

As unidades de infantaria da Aeronáutica estão subordinadas ao Centro de Operações Terrestres da Aeronáutica (COTAR), ligado ao Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR). A promoção do primeiro Brigadeiro-de-Infantaria Agostinho Shibata (25NOV07) também originou o COTAR. Uma placa descerrada pelo Brig-Inf Shibata recorda a Missão da Infantaria da Aeronáutica: "A Infantaria da Aeronáutica tem como missão executar ações defensivas, ofensivas, especiais e de proteção a fim de constribuir para o cumprimento da missão constitucional da aeronáutica, preservando equipamentos, instalações e pessoal de interesse da aeronáutica."

Um fato histórico demonstra a importância destes desenvolvimentos. Durante a Guerra Fria, nos anos 80, a Suécia maravilhava a todos com sua estratégia de dispersão das aeronaves de combate em pistas que aproveitavam a própria estrutura viária do país. Em uma dada semana TODAS as residências de pilotos de caça foram visitadas por vendedores de livros. Nada mais eram que agentes de unidades especiais do GRU, as temíveis SPETNAZ, da União Soviética. O recado foi dado à Estocolmo, “se não sabemos onde estão os caças sabemos onde estão os pilotos e suas famílias”.

O Editor

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