|
O Batalhão de Infantaria
de Aeronáutica Especial de Canoas (BINFAE-CO),
completou na semana passada 6 anos de operações.
Para celebrar essa data, foi realizada na Base Aérea
de Canoas a Solenidade Militar comemorativa que
contou demonstrações operacionais
de combate a incêndio, ação
anti-seqüestro e defesa antiaérea.
O evento teve as presenças do Major-Brigadeiro
do Ar Raul José Ferreira Dias, Comandante
do Quinto Comando Aéreo Regional
(V COMAR) e do Tenente-Coronel de Infantaria
Luiz Marcelo Sivero Mayworm, Comandante
do BINFAE-CO.
A criação desse Batalhão obedeceu
a dois critérios pelos quais passam as grandes
decisões da Força Aérea Brasileira
nos dias de hoje. Primeiramente o aspecto econômico,
transformando dois Batalhões de Infantaria,
um do V Comar e outro da BACO em somente uma unidade,
e o segundo, operacional, reunindo num grupo único
e coeso, permitindo a transferência de conhecimento,
por meio de treinamentos e na rotina diária,
resultando numa tropa melhor preparada.
|
|
Desfile
do BINFAE-CO |
Células
hipomóveis são ideais para cobrir
os longos perímetros das bases aéreas. |
|
|
Unidade
de bombeiros, na primeira foto o grupo de
resgate penetra
no corredor aberto pelos colegas. |
Essas mudanças foram implementadas
pelo então Comandante do V Comar, Major
Brigadeiro-do-ar Juniti Saito, e já
refletiam sua intenção de melhor preparar
e valorizar a arma de infantaria da FAB, culminando
na promoção, pela primeira vez, de
um infante ao posto de Brigadeiro, no ano passado.
O Brigadeiro-de-Infantaria Agostinho Shibata
foi promovido em 25 de Novembro 2007.
O BINFAE-CO é a primeira unidade de Infantaria
da Aeronáutica a atuar na Defesa Antiaérea,
através da Companhia de Artilharia
Antiaérea de Autodefesa (1ª
CAAAD), que utiliza o míssil Igla
9k38, de origem russa.
|
|
1ª
Companhia de Artilharia Antiaérea de
Autodefesa (1ª CAAAD),
que utiliza o míssil Igla 9k38, de
origem russa. |
Juntamente com o Pára-Sar,
estas são as duas principais unidades de
infantaria da aeronáutica. Embora possuam
missões distintas, reúnem a elite
da FAB no combate terrestre. No caso do Batalhão
sediado em Canoas, o alto-nível operacional
é o destaque, tendo em vista que além
de fazer a proteção das instalações
e aeronaves militares da região, possui um
efetivo dinâmico e capacitado que realiza
as mais diversas missões, sejam de combate
a incêndio, patrulhamento montado, motorizado
e helitransportado; atiradores, forças especiais,
como no caso do Grupo Especial de Polícia
da Aeronáutica, um pelotão que usa
técnicas israelenses anti-sequestro dentro
e fora de aeronaves, até a defesa aérea
de aeródromo através de mísseis
portáteis antiaéreos. Além
de toda essa gama de missões, o BINFAE de
Canoas conta ainda com uma das melhores Bandas de
Música do Rio Grande do Sul, mostrando que
essa unidade é destaque em todas as suas
áreas de atuação.
Agradecimento - A equipe de DEFESA@NET agradece
à Tenente Clarissa Carvalho,
Chefe de Comunicação Social do V Comar
por ter possibilitado a realização
desta reportagem.
|
|
Grupo
do Pelotão de Operações
Especiais (PELOPES) que realizou demonstrações.
|
Oficial
do PELOPES com o fuzil SIG 556 |
Nota
DEFESA@NET – Uma das transformações
mais importantes nos últimos anos da
FAB é a atenção e investimentos
na formação e qualificação
da Infantaria da Aeronáutica e a proteção
das instalações: bases e zonas
residenciais de oficiais e praças.
As unidades de infantaria
da Aeronáutica estão subordinadas
ao Centro de Operações
Terrestres da Aeronáutica (COTAR),
ligado ao Comando-Geral de Operações
Aéreas (COMGAR). A promoção
do primeiro Brigadeiro-de-Infantaria
Agostinho Shibata (25NOV07) também
originou o COTAR. Uma placa descerrada pelo
Brig-Inf Shibata recorda a Missão da
Infantaria da Aeronáutica: "A
Infantaria da Aeronáutica tem como
missão executar ações
defensivas, ofensivas, especiais e de proteção
a fim de constribuir para o cumprimento da
missão constitucional da aeronáutica,
preservando equipamentos, instalações
e pessoal de interesse da aeronáutica."
Um fato histórico demonstra a importância
destes desenvolvimentos. Durante a Guerra
Fria, nos anos 80, a Suécia maravilhava
a todos com sua estratégia de dispersão
das aeronaves de combate em pistas que aproveitavam
a própria estrutura viária do
país. Em uma dada semana TODAS as residências
de pilotos de caça foram visitadas
por vendedores de livros. Nada mais eram que
agentes de unidades especiais do GRU, as temíveis
SPETNAZ, da União Soviética.
O recado foi dado à Estocolmo, “se
não sabemos onde estão os caças
sabemos onde estão os pilotos e suas
famílias”.
O Editor
|
|