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Nota
Defesanet
A
história quanto hilária traz um alerta sobre
as operações nas Bases Aéreas, que são
rodeadas por áreas urbanas.
A Base Aérea de Canoas(BACO),
está hoje "cercada" pela cidade em todos
os lados. Quem chegou primeiro? Ceratmente a BACO, pois completrou
61 anos, nas mesma localidade.
Felizmente não tem acontecido acidentes envolvendo
civis, porém há pelo menos três acidentes
com aviões
F-5 que cairam nas proximidades da base, em áreas desabitadas.
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Defesanet
02 Outubro 2005
Zero Hora 01 Outubro 2005
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É
um Mirage? É um F-5? É um Tucano?
Não, é um Pitbull
Pitbull cai sobre casa e assusta moradora
Criado em prédio vizinho, cão quebrou telhas
da residência, em Canoas
ANDREI
NETTO
No
instante em que ouviu o estrondo de telhas e de madeiras
se partindo e uma coisa branca despencando no chão
de sua sala, a dona de casa Donatila Domingues Ferraz,
63 anos, estendeu os braços para o alto, atirou
à distância o telefone, no qual falava com
o sobrinho, e gritou em desespero: - Ai, meu Deus, um
avião está caindo na minha casa!
Faria
mais sentido, em uma cidade que tem base da Aeronáutica,
supor que peças de um avião pudessem cair
sobre a casa do que imaginar que um pitbull estivesse
aterrissando, em pé, com cara de assustado, na
laje da sala.
O
incidente ocorreu às 21h30min de quinta-feira na
casa número 851 da Rua Ana Mery, no bairro Rio
Branco, em Canoas. A pedido de Donatila, para lá
se dirigiram seus familiares e agentes do Corpo de Bombeiros,
da Brigada Militar e da Polícia Civil. Ao chegar,
40 minutos após o "pouso do cão",
encontraram parte do telhado despedaçado, assim
como as madeiras do forro. Além do lixo, depararam
com um o cão, de uma raça conhecida por
ser feroz, em silêncio, preso entre a porta da cozinha
e a grade da área nos fundos da residência.
O
pitbull foi "enjaulado" graças à
habilidade da dona de casa, por ironia criadora de cachorros
da raça pequinês - bem menores, mais dóceis,
mas não menos barulhentos do que o invasor. Branco,
focinho comprido, orelhas curtas e perene cara de mau,
o pitbull foi dominado depois de encarar Donatila - e
ser encarado por ela. Separados por um metro de distância,
não se soube naquele instante quem era o mais assustado.
-
Depois que nos olhamos, pensei: me cuida, Jesus!. Aí
me arrisquei chamando ele para a cozinha. Peguei uma casca
de ovo, e ele veio farejando até a porta dos fundos.
Quando chegou, paft! Fechei a porta! - disse.
Os
minutos que se seguiram foram de choro compulsivo. Vítima
de depressão, de pressão alta, problemas
cardíacos e artrose, a dona de casa mal conseguia
se recompor do susto para explicar às autoridades
que o animal ficava na cobertura de um prédio vizinho
de sua casa.
-
Sempre víamos aqueles cachorros caminhando na beirinha,
sem proteção nenhuma. Dia desses outro cachorro
caiu de lá e se machucou - conta Maria Isabel Dias,
nora de Donatila.
O
prejuízo material do incidente foi pago no início
da manhã de ontem, quando o proprietário
do cão - não localizado por Zero Hora -
pagou o conserto da casa doando telhas, madeira e tinta.
À
tarde, o que havia sido um imenso susto se tornou brincadeira
de criança. Matheus, três anos, neto de Donatila,
corria pelo pátio e gritava, atrás dos pequineses:
-
Pitbuuuuuull!
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