COBERTURA ESPECIAL - Modernização FAB - Aviação

21 de Maio, 2019 - 17:50 ( Brasília )

FAB - 50 Anos do Comando e Preparo (COMPREP)



Comando da Aeronáutica
Comando e Prepraro
Ordem do Dia

 

50 Anos do Comando e Preparo (COMPREP)


Diversos historiadores defendem que a moderna Administração nasceu das consequências provocadas pela Revolução Industrial, uma vez que as empresas se viram obrigadas a buscar técnicas científicas para substituir o empirismo e a improvisação, bem como buscaram aumentar a produtividade para enfrentar a competição do mercado.

De modo semelhante, as Organizações Militares evoluíram dos desordenados e mal armados exércitos medievais até as atuais Forças Armadas, bem estruturadas e adequadamente equipadas para fazer frente às diferentes ameaças contemporâneas.

Frente a esses fatos, é possível inferir que as instituições precisam se transformar ao longo do tempo, porquanto isso é fundamental para se manterem atualizadas, fortes e competitivas.

Entre 1967 e 1971, sob o Comando do então Ministro da Aeronáutica, Marechal do Ar Márcio de Souza e Melo, a Força Aérea Brasileira vivenciou uma grande transformação organizacional, cujos objetivos principais eram modernizar a administração da Instituição e torná-la a verdadeira protagonista do Poder Aéreo Nacional.

Entre as diversas ações empreendidas, destacam-se a concepção do que hoje conhecemos como Sistema Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo - SISDACTA - e a criação dos Grandes Comandos e das Zonas Aéreas. Naquele contexto de mudanças, em 20 de maio de 1969, foi ativado, no Rio de Janeiro, o Comando-Geral do Ar, que funcionava como Núcleo de Comando desde julho de 1968.

O COMGAR de 1969 refletia o conceito de emprego que dominava o Poder Aéreo naquela época, e foi organizado em “comandos especializados”, ou seja: Defesa Aérea, Aerotático, Transporte Aéreo e Costeiro.

Na década subsequente, as Zonas Aéreas foram substituídas pelos Comandos Aéreos Regionais e as unidades do COMGAR passaram a operar as primeiras aeronaves militares produzidas pela indústria nacional: o C-95 Bandeirante e o AT-26 Xavante, dois grandes ícones da Força Aérea Brasileira.

Nos decênios que se seguiram, o COMGAR mudou de sede, trocou seu nome, ativou e desativou unidades subordinadas, implantou aeronaves e sistemas e passou por diversas mudanças organizacionais. Enfim, transformou sua estrutura e organização para se adaptar aos reptos de cada ciclo de vida da Força Aérea.

Passados 50 anos da criação do COMGAR, a FAB atravessa um novo período de reestruturação, com os objetivos de modernizar seus processos operacionais e, ao mesmo tempo, alcançar a excelência na administração dos recursos financeiros, patrimoniais, materiais e humanos, capacitando-se, cada vez mais e melhor, para vencer os desafios do porvir.

Guiado pela “Concepção Estratégica Força Aérea 100 anos”, o Comando-Geral de Operações Aéreas deu lugar ao Comando de Preparo, um Comando Operacional encarregado de fixar os padrões de eficiência, planejar o treinamento e avaliar o desempenho das unidades subordinadas, a partir das capacidades definidas pelo Comandante da Aeronáutica, além de coordenar a formulação da Doutrina Aeroespacial, em consonância com as experiências adquiridas e os sistemas de armas incorporados à Força Aérea.

Esse novo arquétipo – um grande comando dedicado ao preparo operacional – tem apresentado resultados expressivos: a padronização de táticas, técnicas e procedimentos de emprego entre as unidades; o estabelecimento de métodos científicos para o desenvolvimento de habilidades, conhecimentos e atitudes necessários aos combatentes; a racionalização dos exercícios de adestramento; e significativas melhorias nos processos de gestão do conhecimento operacional.

O COMPREP, como um todo, também está mais compacto e objetivo. Agora, é formado por doze Alas, que têm a tarefa de adestrar os seus componentes orgânicos - Unidades Aéreas, Unidades de Segurança e Defesa e Unidades Logísticas; uma Brigada de Defesa Antiaérea, que prepara rotineiramente os seus três Grupos de Defesa Antiaérea; um Instituto de Aplicações Operacionais, responsável pelas pesquisas de interesse do COMPREP; e o Campo de Provas Brigadeiro Veloso, o maior e melhor estande de emprego tático da Força Aérea.

Resumindo, a estrutura do COMPREP está adequada aos seus processos de trabalho e, indubitavelmente, está alinhada às diretrizes estratégicas do Comando da Aeronáutica.

Mas é importante ressaltar que, ao longo quarenta e oito anos, os homens e mulheres que integraram o COMGAR, cada um ao seu modo e no seu tempo, trabalharam com profissionalismo e dedicação para elevar este Comando aos patamares de excelência operacional que sempre marcaram a sua História. Tenham certeza, senhores e senhoras, o legado que nos foi transmitido fortalece as transformações que ora vivenciamos.

Finalizando, resta afirmar que o COMPREP tem seus olhos voltados para o futuro do Poder Aeroespacial, e está focado em prover unidades operacionais preparadas para atuar em cenários específicos, na dimensão adequada e no momento oportuno, contribuindo para transformar a Força Aérea Brasileira em uma Instituição mais ágil, mais aguerrida e melhor estruturada para cumprir, com excelência, a sua missão, qual seja: “Manter a soberania do espaço aéreo e integrar o território nacional com vistas à defesa da Pátria”.

“Controlar! Defender! Integrar! Força Aérea, Brasil!”.

Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Egito do Amaral

Comandante de Preparo

 


VEJA MAIS



Outras coberturas especiais


Guerra Hibrida Brasil

Guerra Hibrida Brasil

Última atualização 17 JUN, 23:00

MAIS LIDAS

Modernização FAB