COBERTURA ESPECIAL - Modernização FAB - Aviação

18 de Setembro, 2018 - 10:50 ( Brasília )

CCA-SJ desenvolve cenário visual do aeródromo de Surucucu (RR)

Objetivo é treinar pilotos para que seja retomada a operacionalidade no local

Major Faulstich, Tenente João Elias e Major Alle

Com o objetivo de retomar a operacionalidade no aeródromo de Surucucu, o Centro de Computação da Aeronáutica de São José dos Campos (CCA-SJ) desenvolveu o cenário visual da localidade e o implementou no simulador do C-105, permitindo que os pilotos pudessem treinar a missão antecipadamente e obter a experiência necessária para realizar os pousos na localidade.

O cenário visual foi elaborado pela Subdivisão de Simuladores do CCA-SJ, no período de 20 de agosto a 7 de setembro, e devidamente implantado na Ala 8, em Manaus (AM), entre os dias 10 e 14 de setembro.

Os pilotos do Esquadrão Arara (1°/9° GAV) tiveram a oportunidade de tornar-se pioneiros em pousar e decolar na pista de Surucucu, podendo assim ambientar-se ao cenário e treinar os procedimentos de voo em condições adversas.



“O resultado da tecnologia empregada fortalece a qualidade do trabalho do CCA-SJ como pioneiro no desenvolvimento dos cenários visuais dos simuladores de voo da FAB e sedimenta a ideia do treinamento de voo militar simulado para prover economia e aumentar a segurança nas Operações Aéreas”, disse o Chefe do CCA-SJ, Coronel Aviador Luís Antonio de Almeida Rodriguez. Aeródromo

O aeródromo de Surucucu está localizado no município de Alto Alegre (RR), no interior da Terra Indígena Yanomami, em uma região montanhosa, a cerca de 1.000m de altitude.

Foi criado no início da década de 80 sendo referência para as operações do 4º Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro, para a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) e para a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), entidades federais sediadas na região.

A diferença de altura de 43m entre as cabeceiras, os fortes ventos de cauda e a existência de montanhas ao redor, tornam o aeródromo especialmente peculiar, configurando alto grau de risco para pousos e decolagens, até mesmo para pilotos experientes.

Devido a isso, desde abril de 2017, o Comando de Preparo (COMPREP), resolveu suspender as operações no local visando priorizar a segurança operacional.



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