COBERTURA ESPECIAL - Modernização FAB - Aviação

16 de Novembro, 2017 - 10:40 ( Brasília )

FAB avalia especialização nas Aviações de Patrulha, Reconhecimento e Transporte

Entre as mudanças o programa de especialização da Aviação de Reconhecimento será fundido com a Aviação de Patrulha

Tenente João Elias

A Ala 10, localizada em Natal (RN), recebeu representantes do Comando de Preparo (COMPREP) e dos Esquadrões Aéreos de Transporte, Patrulha e Reconhecimento da Força Aérea Brasileira (FAB) para a Validação Curricular do Curso de Especialização Operacional (CEO-TPR) e para o Simpósio dessas três aviações, nos dias 07 e 08 de novembro.

Na validação, os esquadrões realizaram a crítica do currículo mínimo do CEO-TPR e o Chefe da Célula de Planejamento Operacional do COMPREP, Major Aviador Bruno Gadelha Pereira, apresentou o percurso previsto para as carreiras de aviador nas três aviações em discussão.

O Oficial de Operações do Esquadrão Rumba (1º/5º GAV), Major Aviador Bruno Graciolli Xavier, apresentou a evolução do Curso de Especialização, mostrando que o incremento das missões específicas de transporte, como lançamentos livre e de carga ou a baixa altura, solicitado na validação de 2016, foi implementado integralmente.



“Para o Rumba isso era um desafio, pela complexidade logística das missões, que envolveram a atuação conjunta de vários setores, como o Grupo de Logística da Ala 10, o Campo dos Afonsos e o Parque de Material de Lagoa Santa, todos nos apoiando. Nós conseguimos fazer e foi extremamente importante porque na visão dos operadores foi um grande ganho”, explicou o Major Graciolli.

Mas a maior mudança apresentada refere-se à Aviação de Reconhecimento, cujo programa de especialização será fundido com a Aviação de Patrulha a partir de 2018.

De acordo com a nova proposta, os Aspirantes a Aviador ao saírem da Academia da Força Aérea (AFA) poderão se especializar nas aviações de caça, asas rotativas, transporte ou patrulha, ficando a aviação de reconhecimento como uma segunda especialização possível aos aviadores de patrulha.



“Para nós é um ganho, já que a gente vai receber o piloto com mais horas de voo e mais experiência. Como nossas aeronaves são a jato, são a reação, então é importante que eles tenham essa experiência prévia e isso vai facilitar e melhorar a qualidade dos pilotos que atuam no reconhecimento”, especificou o Tenente-Coronel Aviador João Gustavo Lages Germano, Comandante do Esquadrão Carcará (1º/6º GAV), um dos dois esquadrões de reconhecimento da FAB, sediados em Anápolis (GO).

Em 2017, essa é a última validação prevista para os Cursos de Especialização Operacional ministrados pelos Esquadrões Aéreos, bem como para o Curso de Tática Aérea, ministrado pelo Grupo de Instrução Tática e Especializada (GITE), todos subordinados à Ala 10.

Este processo, que até 2016 era conduzido pela I Força Aérea, será assumido pelo COMPREP no próximo ano, que é o comando responsável pela definição dos conteúdos dos cursos e pela formação doutrinária do aviador na FAB.

De acordo com o Chefe da Subseção de Doutrina da Ala 10, Coronel Eduardo Valle, as propostas de mudanças trazidas pelos Esquadrões Aéreos, em geral se relacionam à adequação da atividade aérea ao cenário moderno, às novas tecnologias e ao perfil do aviador da atualidade.

“O que está por trás do processo é a ideia de continuidade da formação profissional do Oficial Aviador, desde a AFA, passando pela especialização aqui na Ala 10, até a elevação operacional”, explica o Coronel Eduardo Valle.



Simpósio das aviações

Ainda nos dias 07 e 08, os estagiários do CEO-TPR puderam conhecer a realidade operacional dos Esquadrões Aéreos e de suas localidades, para os quais serão enviados após a formatura do Programa de Especialização Operacional.

No simpósio das aviações, os comandantes de cada esquadrão apresentaram as missões, as aeronaves que operam e sua estrutura operacional e administrativa, bem como as características das localidades em que estão sediados.

O objetivo foi fornecer mais informações aos estagiários para o momento em que deverão escolher a localidade onde irão servir no próximo ano. Esse contato pessoal do Comandante e seu Oficial de Operações com os futuros subordinados é importante para aumentar a identificação desses com o Esquadrão. “Foi importante para mostrar a eles o que se espera deles no futuro e o leque de opções que eles terão”, explicou o Comandante do 1º/6º GAV.



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