COBERTURA ESPECIAL - Modernização FAB - Aviação

11 de Fevereiro, 2016 - 09:50 ( Brasília )

Em 5 anos, FAB aumenta em 67 por cento o número de militares temporários

Ampliação de número de militares temporários dinamiza política de recursos humanos. No total, há três quadros compostos por militares temporários na FAB

Oportunidade de emprego para profissionais qualificados e experientes de um lado. Desoneração da folha de pagamentos de militares inativos de outro. Estes são dois dos principais pilares que vem sustentando a política de gestão de recursos humanos no Comando da Aeronáutica com a ampliação de número de militares temporários. 

Em cinco anos houve um aumento de 67% de contratações nesta modalidade, incluindo oficiais e sargentos. Em 2010, o número era de 4.986; em 2012, passou para 5.983 e, atualmente, são 8.328 militares nos quadros temporários de sargentos e oficiais. A previsão é que esse número aumente ainda mais.

“A seleção dos temporários é feita com base em análise de currículo, então, nós atraímos pessoas com experiência para a FAB, damos oportunidade de emprego e, futuramente, ocorrerá a desoneração da folha de pagamento, já que esses profissionais vão para a reserva não remunerada”, explica o Chefe da 1ª Subchefia do Estado-Maior do Comando-Geral do Pessoal (COMGEP), Coronel Lélio Walter Pinheiro da Silva Junior.

A Sargento Jaqueline Pimenta Castro, de 34 anos, está servindo no Batalhão de Infantaria da Base Aérea de Natal (BANT) há um ano e quatro meses, desde que participou do processo seletivo de sargentos temporários em 2014. Jaqueline é da especialidade de administração e, antes de entrar para a Força Aérea Brasileira (FAB), trabalhou por 11 anos na carreira de técnico administrativo em empresas na cidade de Natal, inclusive, uma multinacional. Entre os fatores que a influenciaram a participar da seleção estão o aumento salarial e a melhoria da qualidade de vida.

“Hoje em dia, eu ganho quase o dobro do salário que eu recebia quando trabalhava na iniciativa privada e, além do mais, tenho mais tempo para ficar com meus filhos, assistência médica e um ambiente profissional muito melhor”, constata.

Atualmente na FAB existem três quadros de militares temporários: Quadro Complementar de Oficiais da Aeronáutica (QCOA), Quadro de Oficiais da Reserva de Segunda Classe Convocados (QOCon) e o Quadro de Sargentos da Reserva de Segunda Classe Convocados (QSCon).

O QOCon, no início, era formado apenas por profissionais das áreas de medicina, farmácia, odontologia e veterinária que, na época da inscrição no serviço militar obrigatório, já estavam cursando a universidade e depois de formados passam, pelo menos, um ano prestando serviço na FAB. Já em 2010, profissionais de engenharia também puderam fazer parte desse quadro. Em 2011, foram incluídas outras áreas como pedagogia, magistério, enfermagem e nutrição. E, em 2013, foi formada a última turma pelo quadro QCOA e, desde então, profissionais das diversas áreas também passaram a fazer parte desse quadro, a exemplo de Direito, Administração e Serviço Social.

Em janeiro de 2014, com a formatura da primeira turma de atletas de alto rendimento, foi criado o QSCon. No segundo semestre, profissionais de nível técnico das mais diversas áreas, como administração e enfermagem, também passaram a fazer parte desse quadro.

Para ser militar temporário, o candidato não pode ter completado 45 anos, tendo como referência o dia 31 de dezembro do ano da incorporação. O processo seletivo é constituído das seguintes etapas: inscrição, análise de currículo, concentração inicial, inspeção de saúde inicial, concentração final e habilitação à incorporação.

O contrato do militar é renovado anualmente, podendo se estender por até oito anos. Esse foi o tempo que a Relações Públicas Clarissa Oliveira de Carvalho serviu na FAB. Ela fez a seleção para o QCOA em 2006 e, após o treinamento militar, foi designada para trabalhar no Quinto Comando Aéreo Regional (V COMAR), em Canoas (RS), onde assumiu a chefia da Assessoria de Comunicação Social e trabalhou até 2015.

“Eu desenvolvi diversos projetos na FAB, aprendi a liderar equipes, convivi com pessoas de diferentes áreas do conhecimento e essa experiência contribuiu bastante para que eu fosse selecionada na empresa privada em que eu trabalho agora”, afirma.

A Sargento Pimenta, que trabalha em Natal, está se preparando para quando sair da FAB. Ela está concluindo o curso de Pedagogia e pretende fazer uma pós-graduação. “Estou me dedicando também aos estudos para depois ter uma qualificação melhor e uma nova oportunidade de trabalho”, conclui.



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