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Novo
diretor assume para mudar
a estrutura do CTA
Brigadeiro
José Monteiro Guimarães toma posse para
conduzir a transição do instituto em São
José
Iara
Gomes
São José dos Campos
O novo
diretor do CTA (Centro Técnico Aeroespacial), brigadeiro
José Monteiro Guimarães, assumiu ontem o cargo
com a missão de conduzir o processo de transição
para a nova estrutura de organização da instituição.
O objetivo da reestruturação, que se dará
por meio da fusão do Deped (Departamento de Pesquisa
e Desenvolvimento) com o CTA, é reduzir os níveis
hierárquicos entre a gestão e a execução
dos projetos, entre eles o recém-lançado programa
Cruzeiro do Sul.
O
projeto contempla o desenvolvimento de uma "família"
de cinco foguetes lançadores de satélite,
a partir do VLS-1 (Veículo Lançador de Satélite),
que será a base do VLS Alfa, o primeiro foguete da
série.
Segundo
o brigadeiro Guimarães, o projeto Cruzeiro do Sul
abre novas perspectivas para que o país conquiste
a sua autonomia no campo espacial. Para ele, a mudança
na estrutura do CTA irá beneficiar diretamente o
programa. Algumas mudanças ainda estão em
fase de definição, segundo o novo diretor.
"Estamos
fazendo alguns estudos para termos uma transição
tranquila e eficiente", disse. Segundo o presidente
da AEB (Agência Espacial Brasileira), Sérgio
Gaudenzi, recentemente foi formado um grupo de trabalho
para conduzir o programa Cruzeiro do Sul.
"Em
fevereiro teremos a primeira reunião técnica
entre as equipes brasileira e russa, no CTA", disse.
A reunião seguinte será realizada dois meses
depois, na Rússia. Os encontros servirão para
a definição do cronograma de trabalho, das
etapas e de um pré-cronograma de lançamento
dos foguetes.
ESTRUTURA
- A nova estrutura do CTA, que deverá ser denominado
Comando Técnico da Aeronáutica, entrará
em vigor no início de 2006. Segundo o diretor do
Deped, brigadeiro Carlos Augusto Leal Veloso. O atual diretor
do Deped irá assumir a direção do CTA.
O brigadeiro Monteiro será o vice-diretor quando
a transição estiver concluída.
"O
Deped será o novo CTA, que terá um comando
de quatro estrelas. Com a mudança os institutos ficarão
subordinados diretamente ao comando geral de ciência
e tecnologia da Aeronáutica", disse o brigadeiro
Veloso, que ontem presidiu a cerimônia de troca de
diretor no CTA.
Monteiro
substituiu o brigadeiro Adenir de Siqueira Vianna, que foi
para a reserva.
Antes
de lançar o novo veículo, o CTA fará
testes de funcionamento dos sistemas do VLS atual para o
aproveitamento na etapa seguinte do programa de lançadores.
O
teste, chamado de vôo tecnológico, deverá
ocorrer no final de 2007, segundo o presidente da AEB. O
VLS será lançado com o terceiro e o quarto
estágio inativos e sem um satélite a bordo.
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PERFIL
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Nome:
José Monteiro Guimarães |
| Patente:
|
brigadeiro
do ar |
| Idade:
|
53
anos |
| Nascimento:
|
Rio
de Janeiro (RJ) |
| Horas
de vôo: |
cerca
de 3.200 horas de vôo em 10 tipos de aeronaves |
| Último
cargo exercido: |
chefe
da Secretaria da Comissão de Promoções
de Oficiais da Aeronáutica, em Brasília |
| Início
da carreira de oficial: |
21
de dezembro de 1973, quando foi declarado aspirante-a-oficial |
| Principais
cargos: |
comandante
de esquadrilha, membro da Comissão Coordenadora
do Programa Aeronave de Combate, comandante do 6º
Esquadrão de Transporte Aéreo, Diretor
do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno
e de chefe do Subdepartamento de Capacitação
do Deped (Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento |
Fonte:
Aeronáutica
Fusão
deve agilizar os programas
São
José dos Campos
A
fusão entre o CTA (Centro Técnico Aeroespacial)
e o Deped (Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento),
o órgão gestor dos projetos executados pelos
institutos do CTA, visa dar maior agilidade na condução
e no desenvolvimento dos programas, segundo o diretor do
Deped, brigadeiro Carlos Augusto Leal Veloso.
Uma
das diretrizes da AEB (Agência Espacial Brasileira)
para os próximos anos é recuperar o atraso
acumulado nos projetos previstos no Programa Espacial Brasileiro
desde a sua criação, no final dos anos 70.
O
país avançou na área de satélites,
mas o desenvolvimento de foguetes lançadores ficou
para trás.
A
descontinuidade na liberação dos recursos,
os cortes nos orçamentos do programa e a perda de
pessoal especializado por conta dos baixos salários
foram os principais percalços do programa, que culminaram
com o acidente com o terceiro protótipo do VLS-1.
Em
agosto de 2003, o acionamento acidental de um dos motores
do foguete na base de lançamento provocou a morte
de 21 engenheiros e técnicos do CTA.
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