Defesa @ Net


Matéria publicada no Defesa@Net, em 07 Dez 05, adiantava a parceria entre o Brasil e a África do Sul no desenvolvimento
do Míssil A-Darter.

Brasil Planeja Investir no desenvolvimento de míssil da África do Sul

Brazil considering investing in South African
missile development





Míssil A-Darter

Foto FAB 17 Nov 05



Míssil R- Darter
Foto FAB 17 Nov 05




Denel Skua Drone

Value for Brazilian Air Force contract
with Denel revealed
EngineeringNews 30 Set 05
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Denel 27 Abril 05
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Denel espera evitar o desastre
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pilot hopes to
avert disaster

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Terceira Força
Aérea realiza lançamentos
de mísseis
Python-3


FAB 20 Set 05
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Clique aqui e veja como os mísseis lançados atingiram os alvos 300Kb
Vídeo


Força Aérea Brasileira

Defesanet 25 Fevereiro 2006
Vale Paraibano 12 Fevereiro 2006

 

CTA coordena projeto de novo míssil
com a Africa do Sul



Participação brasileira na parceria para fabricar sistema de
última geração está avaliada em US$ 52 milhões

Iara Gomes
São José dos Campos


O CTA (Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial), em São José dos Campos, vai coordenar o desenvolvimento de um míssil de última geração do tipo ar-ar, em parceria com a África do Sul. A participação brasileira está avaliada em US$ 52 milhões e envolve a indústria brasileira de defesa.

A assinatura do contrato está prevista para ocorrer até o final de abril deste ano. O míssil, o A-Darter, é de quinta geração e está na fase intermediária de desenvolvimento pela Denel Aerospace, uma das divisões da estatal sul-africana Armscor (Armament Corporation of South Africa).

A falta de recursos para concluir o desenvolvimento levou o governo da África do Sul a procurar um parceiro.

O Brasil, por sua vez, não dispõe de recursos suficientes para assumir um projeto desse porte, que exigiria no mínimo o triplo do orçamento que será dispendido com a parceria, na avaliação do gerente do projeto sistemas e sensores da subdiretoria de Desenvolvimento e Programa do CTA, o coronel-aviador Nélson Gomes da Silveira.

"Vamos reduzir etapas e economizar recursos. Selecionamos sete áreas nas quais iremos ampliar ou adquirir conhecimento, como por exemplo a tecnologia do detector infravermelho com processamento de imagens", disse o coronel Silveira.

A tecnologia permite o reconhecimento do sistema de defesa da aeronave inimiga, que emite outra fonte de calor para "enganar" o míssil. Ao se aproximar do alvo, o sistema de processamento de imagens é acionado, permitindo a distinção entre um e outro para que o míssil atinja o alvo correto.

O prazo estimado para a conclusão do desenvolvimento do míssil é de cinco anos, quando o primeiro protótipo deverá ficar pronto. O A-Darter irá substituir o MAA-1, de terceira geração, também conhecido como Piranha, produzido em série pela Mectron.

Um dos principais benefícios da cooperação será a transferência integral da tecnologia do míssil de última geração, segundo o coronel Silveira. A indústria nacional será envolvida no programa ainda na fase de desenvolvimento, e futuramente, na fase de industrialização do míssil.

"Começamos a negociar com a Mectron e a Avibras a possível participação delas no projeto, além da Atech, de São Paulo, na área de software embarcado", disse.

Ainda segundo o coronel Silveira, a Sigma, de São José, também foi identificada como um provável parceiro no programa. Ainda não está definido qual subsistema caberá a cada um dos parceiros.

Para as empresas, o projeto abre a possibilidade do desenvolvimento de mísseis mais avançados, a partir do A-Darter, e o acesso ao mercado de exportação. Apenas Estados Unidos, Rússia, França e Israel dominam a tecnologia dos novos mísseis. O A-Darter terá capacidade para fazer curvas de 360 graus e atingir o alvo mesmo que ele esteja atrás do avião que o disparou.

 

Nome: A-Darter

Comprimento: 2,98 metros

Diâmetro: 166 milímetros
Envergadura: 488 milímetros
Peso: 89 quilos
Fonte: CTA (Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial)

Brasil responde por 50% do projeto


A finalização do desenvolvimento do míssil A-Darter irá consumir US$ 104 milhões e o Brasil contribuirá com 50% dos recursos necessários. Uma equipe, com integrantes do CTA (Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial), em São José, das empresas envolvidas, será enviada à sede da estatal sul-africana Armscor (Armament Corporation of South Africa). No CTA, haverá uma equipe espelho, que receberá a tecnologia que será transferida durante o desenvolvimento.

CTA quer universidades para fechar parcerias

Segundo o gerente do projeto sistemas e sensores da subdiretoria de Desenvolvimento e Programa do CTA, o coronel-aviador Nélson Gomes da Silveira, o primeiro protótipo do A-Darter poderá ser construído no Brasil. O modelo de cooperação com a África do Sul é o mesmo que beneficiou o país africano, quando se associou a Israel para desenvolver o míssil R-Darter. "A situação é bastante parecida, na época Israel precisava de dinheiro para concluir o programa", disse. O CTA irá identificar as universidades que oferecem cursos ligados à tecnologia espacial e os tipos de parceria que poderão ser feitas.

Brasil Planeja Investir no desenvolvimento de míssil da África do Sul - Artigo publicado por Defesa@Net no dia 07 Dezembro 2005

Acordo sobre o Missil Ar-Ar A-Darter Próximo da Assinatura - Artigo publicado por Engineering News - África do Sul 24 Fevereiro 2006
http://www.defesanet.com.br/fab/a-darter_2.htm

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