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CTA
coordena projeto de novo míssil
com a Africa do Sul
Participação brasileira na parceria para
fabricar sistema de
última geração está avaliada
em US$ 52 milhões
Iara
Gomes
São José dos Campos
O CTA (Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial), em São
José dos Campos, vai coordenar o desenvolvimento
de um míssil de última geração
do tipo ar-ar, em parceria com a África do Sul. A
participação brasileira está avaliada
em US$ 52 milhões e envolve a indústria brasileira
de defesa.
A
assinatura do contrato está prevista para ocorrer
até o final de abril deste ano. O míssil,
o A-Darter, é de quinta geração e está
na fase intermediária de desenvolvimento pela Denel
Aerospace, uma das divisões da estatal sul-africana
Armscor (Armament Corporation of South Africa).
A
falta de recursos para concluir o desenvolvimento levou
o governo da África do Sul a procurar um parceiro.
O
Brasil, por sua vez, não dispõe de recursos
suficientes para assumir um projeto desse porte, que exigiria
no mínimo o triplo do orçamento que será
dispendido com a parceria, na avaliação do
gerente do projeto sistemas e sensores da subdiretoria de
Desenvolvimento e Programa do CTA, o coronel-aviador Nélson
Gomes da Silveira.
"Vamos
reduzir etapas e economizar recursos. Selecionamos sete
áreas nas quais iremos ampliar ou adquirir conhecimento,
como por exemplo a tecnologia do detector infravermelho
com processamento de imagens", disse o coronel Silveira.
A
tecnologia permite o reconhecimento do sistema de defesa
da aeronave inimiga, que emite outra fonte de calor para
"enganar" o míssil. Ao se aproximar do
alvo, o sistema de processamento de imagens é acionado,
permitindo a distinção entre um e outro para
que o míssil atinja o alvo correto.
O
prazo estimado para a conclusão do desenvolvimento
do míssil é de cinco anos, quando o primeiro
protótipo deverá ficar pronto. O A-Darter
irá substituir o MAA-1, de terceira geração,
também conhecido como Piranha, produzido em série
pela Mectron.
Um
dos principais benefícios da cooperação
será a transferência integral da tecnologia
do míssil de última geração,
segundo o coronel Silveira. A indústria nacional
será envolvida no programa ainda na fase de desenvolvimento,
e futuramente, na fase de industrialização
do míssil.
"Começamos
a negociar com a Mectron e a Avibras a possível participação
delas no projeto, além da Atech, de São Paulo,
na área de software embarcado", disse.
Ainda
segundo o coronel Silveira, a Sigma, de São José,
também foi identificada como um provável parceiro
no programa. Ainda não está definido qual
subsistema caberá a cada um dos parceiros.
Para
as empresas, o projeto abre a possibilidade do desenvolvimento
de mísseis mais avançados, a partir do A-Darter,
e o acesso ao mercado de exportação. Apenas
Estados Unidos, Rússia, França e Israel dominam
a tecnologia dos novos mísseis. O A-Darter terá
capacidade para fazer curvas de 360 graus e atingir o alvo
mesmo que ele esteja atrás do avião que o
disparou.

| Nome:
A-Darter |
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Comprimento:
2,98 metros
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| Diâmetro:
166 milímetros |
| Envergadura:
488 milímetros |
| Peso:
89 quilos |
| Fonte:
CTA (Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial) |
Brasil
responde por 50% do projeto
A finalização do desenvolvimento do
míssil A-Darter irá consumir US$ 104
milhões e o Brasil contribuirá com
50% dos recursos necessários. Uma equipe,
com integrantes do CTA (Comando-Geral de Tecnologia
Aeroespacial), em São José, das empresas
envolvidas, será enviada à sede da
estatal sul-africana Armscor (Armament Corporation
of South Africa). No CTA, haverá uma equipe
espelho, que receberá a tecnologia que será
transferida durante o desenvolvimento.
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CTA
quer universidades para fechar parcerias
Segundo
o gerente do projeto sistemas e sensores da subdiretoria
de Desenvolvimento e Programa do CTA, o coronel-aviador
Nélson Gomes da Silveira, o primeiro protótipo
do A-Darter poderá ser construído no
Brasil. O modelo de cooperação com a
África do Sul é o mesmo que beneficiou
o país africano, quando se associou a Israel
para desenvolver o míssil R-Darter. "A
situação é bastante parecida,
na época Israel precisava de dinheiro para
concluir o programa", disse. O CTA irá
identificar as universidades que oferecem cursos ligados
à tecnologia espacial e os tipos de parceria
que poderão ser feitas.
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