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Brasil
investirá U$ 52 Milhões no míssil A-
Darter
Nelson
Düring
Após
a declaração do comandante da Força
Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Luiz
Carlos da Silva Bueno, que o Brasil e África
do Sul estavam empreendendo estudos, para cooperar no desenvolvimento
do míssil ar-ar A-Darter (AAM) esperava-se o anúncio
de que decisão seria tomada pelo governo brasileiro.
O A-Darter é um míssil de quinta geração,
de guia infravermelho, que está sendo desenvolvido
pela Denel Aerospace, previamente conhecida como Kentron,
e faz parte do grupo industrial da defesa estatal sul-africano
Denel. Em contatos de governo a governo, a África
do Sul usa o órgão governamental ARMSCOR.
A
decisão do governo brasileiro foi formalizada, no
dia 27 Janeiro de 2006, com a publicação no
Diário Oficial da União da següinte
informação:
COMANDO
DA AERONÁUTICA
DEPARTAMENTO DE PESQUISAS E DESENVOLVIMENTO - DEPED
EXTRATO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO No
1/2006
No Processo: 04-DEPED/2005. Objeto: Serviços
Relacionados ao desenvolvimento de Míssil
Ar-Ar, de curto alcance, de 5ª Geração,
denominado A-Darter. Autoridade Solicitante: Brig
Ar Ronaldo Salamone Nunes. Autoridade Ratificadora:
Ten Brig Ar Carlos Augusto Leal Velloso - Diretor-Geral.
Contratada: Armament Corporation of South Africa
Ltd. - ARMSCOR. Justificativa: Desenvolvimento Conjunto
com o Governo Sul-Africano de Míssil Ar-Ar.
Valor: US$ 52,000,000.00. Amparo Legal: Inciso XIV,
do Art. 24, da Lei no 8.666/93 e suas alterações.
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O valor anunciado é de 30% maior, do que os U$ 40
milhões informados, pelo Brigadeiro Bueno, no dia
17 Novembro, ao editor de Defesa@Net, durante evento do
Projeto Brasil, em São Paulo. Na oportunidade o Brigadeiro
Bueno indicou que o investimento total brasileiro, no programa
A-Darter, poderia alcançar a soma de U$ 100 milhões
de dólares. Com esse acréscimo de 30% no investimento
direto da FAB, na Denel, pode-se supor que o investimento
total acance, 100-130 milhões de dólares.
Como será o arranjo industrial e as reponsabilidades
de projeto e produção entre os dois participantes
não foram anunciados A indústria brasileira
seria envolvida no desenvolvimento final do míssil
(atual etapa), e em sua manufatura; transferência
de tecnologia da sul-africana Denel seria parte de todo
o negócio.
Defesa@Net foi informada que um grupo de técnicos
da MECRON e da FAB estão embarcando para a África
do Sul, para as reuniões de planejamento. A Denel
já iniciou as atividades no Brasil, criando a Denel
do Brasil e a inauguração de um escritório
em São José dos Campos. Assim estará
perto dos principais órgãos da FAB envolvidos
nesse programa: o DEPED ( Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento),
CTA (Centro Técnico Aeroespacial), e da indústrias
com que fará a interface, em especial a MECTRON.
O resultado final que a FAB espera alcançar é
a obtenção da total independência nacional,
no ciclo do desenvolvimento e da produção
de mísseis ar-ar e com um objetivo maior de armas
guiadas.
Enquanto não se fala em numeros de unidades produzidas
a expectativa é de que as duas Forças Aéreas
adiquiram o míssil, outras Forças Aéreas
têm conversado, mas não é prevista a
adesão de outros países na fase de desenvolvimento
e produção. A Força Aérea do
Paquistão tem mantido contatos com a ARMSCOR sobre
detalhes do A-Darter.
O maior benefício da África do Sul, é
a injeção de recursos no projeto pelo Brasil,
em uma área, que foi considerada
prioritária pela Denel, para sair de uma crise
financeira que a imbiliza há vários anos.
O maior competidor do A-Darter no mercado internacional
é o IRIS-T,
produzido por um consórcio europeu liderado pela
alemã Diehl.
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Arte do A-Darter, sucessor do provado U-Darter
O
A-Darter tem um comprimento de 2,980 metros, um diâmetro
de 166 milímetros, de uma envergadura de 488
milímetros e de uma massa de 89 kg.
O
míssil tem um aperfeiçoado sensor de
imagens térmicas, que pode ser apontado no
sentido do alvo, antes do lançamento, pelo
radar do avião ou pelo sistema de guia montado
no capacete do piloto.
Entretanto,
o míssil pode também usar seu próprio
sistema de busca e identificar o alvo, antes do lançamento,
se for necessário (isso significa que o avião
pode operar com o radar desligado, garantindo dessa
forma o avião operar de forma discreta).
A
cabeça térmica pode girar em grandes
ângulos, permitindo que o A-Darter seja lançado
de encontro aos alvos que estão em grandes
ângulos em relação ao vôo
do caça - o que é chamado de lançamentos
'high off-boresight'.
Tem
alta manobrabilidade (permite manobras de vários
Gs), para o combate a curta distância, mas seu
baixo-arraste e forma permite um maior alcance, do
que usual para essa classe de mísseis.
O
A-Darter tem também uma ' capacidade de memória',
significando que pode ser lançado de encontro
a um alvo fora do ângulo de sua cabeça
de busca; voará então um curso fornecido
ao míssil pelo radar do avião momentos
antes do lançamento do míssil, isso
que o míssil engaje o alvo dentro da área
de busca; o seeker travará então sobre
ao alvo e guiará o míssil.
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O próximo passo de acordo com a África do
Sul será um míssil BVRAAM ( Além do
Alcance Visual) e o considerado é o R-Darter, da
Denel, estão avançadas as negociações
para integrar a arma aos caças F-5M (modernizados)
da Força Aérea Brasileira, participando as
empresas Embraer, Elbit e Rafael.
Os acordo com a França para a aquisição
dos Mirage 2000C/B prevê um lote de mísseis
BVRAM R-530D e o Magic II. Porém não é
prevista a inversão de recursos na compra desses
mísseis, sendo mais lógico no momento, de
que sejam alocados todos os recursos disponíveis
no desenvolvimento do A-Darter e a aquisição
e integração do R-Darter ao F-5M. Também
a finalização do projeto do MAA-1B Piranha,
que está sendo feito com a ajuda
tecnológica da Denel.
Outro projeto prioritário é o Míssil
Anti-Radiação (MAR), atualmente em desenvolvmento
na MECTRON, e segundo o Brigadeiro Bueno, vários
países já solicitaram informações
sobre o mesmo.
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