COBERTURA ESPECIAL - Eventos - Segurança

24 de Fevereiro, 2013 - 16:39 ( Brasília )

Uma nova realidade chegará aos estádios brasileiros durante a Copa 2014

Padrão das atividades de segurança será diferente daquilo a que o torcedor está acostumado

 
Almir Leite - O Estado de S. Paulo


SÃO PAULO - Durante a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, pelo menos, o padrão das atividades relativas à segurança nas arenas será diferente daquilo a que o torcedor brasileiro está acostumado. Em vez de ser atribuição específica das forças policiais, notadamente da Polícia Militar, passará para agentes privados - vigilantes treinados e habilitados por meios de cursos de acordo com portaria da Polícia Federal.

São esses agentes que "recepcionarão" os torcedores nos postos de controle. Num primeiro momento, será feita a passagens por pórticos e por aparelhos de raio X. Esquema semelhante aos utilizados nos aeroportos.

Em seguida, o torcedor vai se dirigir às catracas, onde, eletronicamente, será validado o ingresso. "Para nós, há o perímetro externo e o interno. Só entra em determinado local tem tiver com ingresso ou credenciado", diz o gerente geral do Comitê Organizador Local, José Hilário Medeiros. O perímetro externo de segurança foi definido em no mínimo 100 metros do primeiro controle.

Ao se dirigir a seu lugar, demarcado, o torcedor terá o auxílio de orientadores, para que chegue rapidamente e em segurança ao setor e, depois, a seu assento. A polícia estará no estádio, mas só agirá dentro de suas atribuições constitucionais, como em caso de tumulto.
Todos os 12 estádios da Copa terão câmeras de alta resolução, que enviarão imagens para as centrais de comando e controle. Torcedores violentos e pessoas procuradas pela polícia poderão ser identificadas.

 

África do Sul fez até propaganda dos investimentos da Copa de 2010
Imagem do país africano estava arranhada no exterior em função da violência

 

 
Almir Leite - O Estado de S. Paulo


SÃO PAULO - A África do Sul gastou cerca de R$ 800 milhões com segurança ao organizar a Copa de 2010 - e a Copa das Confederações no ano anterior. A imagem do país estava arranhada no exterior em função da violência, o que levou as autoridades a dedicar especial atenção à questão, pressionadas pela Fifa e pelo risco de perder turistas estrangeiros durante os torneios.

Para a Copa, além de um treinamento intensivo de 190 mil policiais, os sul-africanos adquiriram equipamentos modernos para suas forças de segurança. De veículos anfíbios a helicópteros, passando por carros blindados para policiamento urbano e muito armamento.
Nos dias que antecederam ao início da Copa, a preocupação dos organizadores e das autoridades em mostrar a África do Sul como um país seguro era tão grande que uma parada militar foi organizada em Johannesburgo, no luxuoso e seguro bairro de Sandton.

No evento, acompanhado pelo Estado, centenas de cidadãos - muitos deles crianças -, aplaudiam entusiasmados todo equipamento que viam diante de seus olhos. As imagens foram distribuídas por todo o planeta.

Durante a Copa, foram registrados dezenas de furtos, de bolsas a equipamentos, assaltos e agressões a estrangeiros. Na avaliação da Fifa e dos sul-africanos, o esquema de segurança durante a Copa foi um "sucesso"



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