COBERTURA ESPECIAL - Eventos

27 de Setembro, 2012 - 09:20 ( Brasília )

Polícia Militar testa aeronave elétrica para monitoramento em grandes eventos

Equipamento foi criado por estudantes pernambucanos do ITA e foi inspirado em modelos usados para segurança durante as Olimpíadas de Londres

Um equipamento de monitoramento do espaço aéreo, criado por três estudantes pernambucanos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), está sendo avaliado pela Polícia Militar para ser utilizado como uma das tecnologias de segurança do estado para eventos de grande porte, como a Copa do Mundo de 2014. Com capacidade de enviar imagens em tempo real a uma distância horizontal de até cinco quilômetros, a aeronave elétrica foi criada com base em modelos semelhantes utilizados pela polícia de Seattle, nos Estados Unidos, e também pelo serviço de segurança que operou em Londres, Reino Unido, durante as últimas Olimpíadas. Ontem, comandantes de batalhões da capital e do interior acompanharam uma demonstração de voo, na Ilha do Retiro.

A partir do que foi verificado na apresentação, eles irão enviar um relatório para o Comando Geral, com as impressões sobre o equipamento. Caso venha a ser adquirida pela PM, a aeronave será utilizada durante shows, monitoramento do retenção de tráfego e acompanhamento de passeatas e protestos. Com duas câmeras que possibilitam dar um zoom de até 10 vezes, a aeronave consegue capturar imagens de rostos, placas de carro e detalhes de qualquer pessoa se estiver voando a uma altitude média de 30 metros. Segundo os desenvolvedores, que projetaram a máquina há cerca de um ano, o propótipo é mais econômico do que um helicóptero, pois não utiliza combustível, e consegue voar em condições adversas, como muito vento ou chuva.

A possibilidade de explorar o espaço aéreo de defesa agradou ao comandante do Batalhão de Choque da PM-PE, o tenente-coronel Walter Benjamin. “Apesar de o teste ter acontecido em um campo de futebol, nossa ideia principal é colocar esse equipamento a disposição em ações de trânsito e até em rebeliões, pois hoje limitamos nosso campo de visão à parte terrestre. Podemos até ter uma central de comando para monitorar as câmeras”, exemplificou. Ele afirmou que ainda não existe prazo para o relatório ser enviado ao Comando Geral. (Diário de Pernambuco)



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Última atualização 19 SET, 12:30

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