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22 de Agosto, 2016 - 09:00 ( Brasília )

Comandante da FAB avalia legado da Olimpíada para controle de tráfego aéreo

No RJ, Comandante da Aeronáutica visita Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea. O trabalho da FAB segue no mesmo padrão até o fim dos Jogos Paralímpicos

Ten Glória Galembeck / Ten Cynthia Fernandes


O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, visitou neste sábado (20/08) a Sala Master de Comando e Controle, instalada no Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), no Rio de Janeiro. O coordenador da sala, Brigadeiro do Ar Luiz Ricardo de Souza Nascimento, e o Chefe do CGNA, Coronel Luiz Roberto Barbosa Medeiros, detalharam como está sendo conduzida a operação neste final de Jogos Olímpicos Rio 2016, quando há um aumento da carga de tráfego aéreo.

A expectativa é que o dia 22 de agosto, próxima segunda-feira, um dia após a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos, concentre a maior quantidade de movimentos aéreos no Aeroporto Internacional do Galeão.

Esse aumento é decorrente do regresso de chefes de Estado, delegações de atletas, família olímpica e turistas aos seus países de origem.

O Comandante da Aeronáutica destacou que o trabalho de coordenação realizado na Sala Master, que envolve órgãos públicos e agências governamentais que possam ter alguma influência sobre os voos dos Jogos Olímpicos, é fruto de planejamento e treinamento. “A Sala Master e o CGNA é um exemplo de trabalho bem feito, de treinamento, de dedicação 24 horas por dia, sete dias da semana.

É uma satisfação e um orgulho muito grande saber que todo esse trabalho faz parte da Força Aérea”, observou o Tenente-Brigadeiro Rossato.

A integração nas áreas de defesa aérea e o controle de tráfego aéreo também foram elogiados pelo comandante. Segundo ele, a interação e os treinamentos no Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), em São José dos Campos, trouxeram um resultado positivo. "O legado é indiscutível, uma melhoria da qualidade do nosso controle do espaço aéreo e também da defesa do nosso território", comemora.

Brigadeiro Rossato também comentou sobre o índice de pontualidade dos voos - em torno de 95%, mesmo com as áreas de exclusão ativadas, fechamento do Aeroporto Santos Dumont durante algumas provas e com aumento do volume de tráfego. "Isso é uma das grandes satisfações que nós temos, que os estudos que foram feitos, que os planejamentos se confirmaram na prática. Então, é a demonstração da evolução dos nossos equipamentos e dos nossos militares que trabalham nessa área", acrescenta.

Para os Jogos Paralímpicos, o comandante da Aeronáutica assegura que o trabalho continua. "A conduta da FAB será a mesma que vem sendo mantida desde o início dos Jogos Olímpicos. Só termina essa missão no dia que o último atleta paralímpico tiver saído do Brasil", finaliza.

Brigadeiro Rossato parabeniza participação de atletas militares na Olimpíada

O Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM) reuniu, neste sábado (20/08), mais de 100 atletas militares, que participaram do Time Brasil, para parabenizar sobre o desempenho durante a Olimpíada Rio 2016. O evento, que foi realizado na Fortaleza de São José, no centro do Rio de Janeiro, contou com a presença de medalhistas. Entre eles, Thiago Braz (ouro no salto com vara) e Arthur Nory (bronze na ginástica artística), ambos da Força Aérea Brasileira (FAB).

Na oportunidade também foi realizada a cerimônia de encerramento do Clube CISM - espaço criado durante o período dos Jogos Olímpicos para promover o desporto militar. Estavam presentes os comandantes da Marinha, Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira; da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato; o Chefe do Estado Maior-Conjunto das Forças Armadas, Almirante-de-Esquadra Ademir Sobrinho; o Secretário-Geral do CISM, Dorah Mamby Koita; o secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto (SEPESD) do Ministério da Defesa, Tenente-Brigadeiro Ricardo Machado Vieira, o Vice-Almirante Paulo Martino Zuccaro, presidente da Comissão Desportiva Militar Brasileira (CDMB); e o Presidente do CISM, Coronel Abdulhakeem Alshano.

De acordo com o presidente do CISM, o papel desempenhado pelas Forças Armadas nesta edição da Olimpíada reforçou o lema da instituição, que é esporte como elemento que promove a união e integração entre as nações. “Estamos agradecidos pela parceria com o desporto militar brasileiro e com o reconhecimento que ele alcançou nesta Olimpíada.

Os atletas militares conseguiram resultados positivos e deram contribuição enorme para os esportes em nível internacional”, destacou. Para o Comandante da Aeronáutica, todos os atletas – independente de medalhas, devem servir de exemplo aos brasileiros. “Todos eles são importantes pra nós, não apenas os que conquistaram uma medalha. Nas Forças Armadas trabalhamos muito em cima da parte física, então eles são exemplos pra todos nós”, acrescenta Tenente-Brigadeiro Rossato.

Atletas militares

Dos 465 que integraram o Time nos Jogos Olímpicos de 2016, 145 são militares em 27 modalidades esportivas. A meta do CISM era atingir dez medalhas, mas o resultado superou a expectativa chegando a 13. O número é acima do dobro de medalhas conquistadas por atletas militares em 2012.

O resultado positivo se deve ao Programa de Atletas de Alto Rendimento das Forças Armadas, uma parceria com os ministérios da Defesa e do Esporte, que oferece salário, infraestrutura para treino, plano de saúde médico e odontológico. Em média, o programa investe R$ 18 milhões por ano, sendo R$ 15 mi para custear o salário dos atletas e o restante para o pagamento de viagens para o exterior e outros gastos. Para participar, os atletas precisam participar de um edital público com tempo máximo de oito anos, equivalente a dois ciclos olímpicos.

O Diretor do Departamento de Desporto Militar do MD, Almirante Paulo Zuccaro, afirma que o resultado obtido por atletas militares corresponde a 75% das 18 medalhas conquistadas pelo Brasil. Ele também destacou a importância do programa para o incentivo do esporte, já que é uma prática comum nas Forças Armadas, e em países como China, Itália e Rússia. “O esporte é algo típico em todas as Forças Armadas do mundo.

A capacitação física, para ser mais preciso. Mesmo os países mais desenvolvidos valorizam muito isso” “O programa é um sucesso e continuará sendo. Isso mostra o acerto e o interesse das Forças Armadas em preservar e valorizar esse tipo de atividade. Nós só podemos elogiar esse projeto e os nossos atletas que são os nossos heróis hoje”, acrescenta o Comandante da Aeronáutica.



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