COBERTURA ESPECIAL - Eventos - Segurança

08 de Agosto, 2016 - 11:00 ( Brasília )

Da Barra ao centro: suspeitas de bomba se multiplicam pela cidade olímpica


Mais dois casos de suspeita de bomba mobilizaram agentes da Polícia Federal e homens das Forças Armadas neste domingo (7). Na Barra da Tijuca, na zona oeste carioca, um pacote foi detonado na avenida das Américas, uma das vias de acesso ao Parque Olímpico. Já em Deodoro, militares evacuaram um trem na altura da estação Magalhães Bastos por conta de um objeto suspeito. Em ambos os casos, nenhum artefato explosivo foi encontrado.

Nos últimos dois dias, o Rio teve ao menos seis casos de suspeita de bomba pela cidade. "Qualquer mochila ou bolsa abandonada em locais de aglomeração pode ser considerada algo suspeito. Os protocolos estão mesmo mais rígidos por conta da Olimpíada", afirmou um policial federal que participou da ação para verificar o conteúdo de sacolas encontradas dentro de uma composição do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), na semana passada.

Na ocasião, um robô especial chegou a ser utilizado, mas foram encontradas apenas roupas e pedaços de tecido. "Infelizmente, uma pessoa desatenta esqueceu o seu material dentro do VLT e causou todo esse transtorno", disse Sérgio Hipólito, do Grupo Antibomba da Polícia Federal.

Na noite de sábado (6), uma suposta ameaça foi identificada no Boulevard Olímpico, na zona portuária da cidade, palco de grandes eventos e atividades relacionadas aos Jogos. Na altura do Armazém 5, um pacote abandonado perto dos trilhos do VLT chamava atenção de quem passava pelo local. A PF foi acionada e isolou o local para fazer a análise do objeto, mas não encontrou qualquer anormalidade.

O Armazém 5 está situado perto do transatlântico Silver Cloud, atracado desde domingo (31) no Pier Mauá com os times masculino e feminino de basquete dos Estados Unidos.

Ainda no sábado, houve ocorrências na avenida Primeiro de Março, no centro, onde o prédio do Centro Cultural dos Correios chegou a ser evacuado, e em Copacabana, na zona sul. Este último caso, que ocorreu perto da praia de Copacabana, exigiu que os especialistas da PF detonassem uma mochila abandonada.

Desde que a segurança foi reforçada na capital fluminense em virtude dos Jogos Olímpicos, há pelo menos duas semanas, os casos de suspeita de bomba se multiplicaram pela cidade. Nas redes sociais, os internautas reagiram com ironia a cada alarme falso. Alguns afirmam que há um clima de "paranoia" por conta de uma suposta ameaça terrorista durante a Rio-2016. Já a PF afirma que todos os protocolos de segurança são rigorosos e necessários.

Investigação diz que bala tentava acertar dirigível da Rio-2016

O projétil de fuzil que caiu na sala de imprensa do centro de hipismo em Deodoro foi disparado numa tentativa de acertar os dirigíveis que capturam imagens das disputas olímpicas no local. É o que diz a investigação comandada pelos órgãos de segurança do Ministério da Defesa.

“A gente tem informação que era alguém de uma comunidade tentando atingir o dirigível onde estão as câmeras. A Força de Segurança não informou qual comunidade é ou mais detalhes”, afirmou o diretor de comunicação do Comitê Organizador dos Jogos, Mario Andrada, em entrevista coletiva neste domingo (7).

"O Ministro da Defesa (Raul Jungmann) nos explicou que o disparo saiu de uma comunidade perto daqui (de Deodoro). O tiro chegou aqui com pouca energia e velocidade, fez uma trajetória parábola. As forças de segurança aumentaram a segurança na área, principalmente perto de onde saiu o tiro. Os detalhes da arma, de qual munição era e outros mais saberemos nas próximas 24h", continuou. Tal versão é uma mudança completa do discurso apresentado na véspera - data do ocorrido.

Barulhos causam nova preocupação

O centro de hipismo fica próximo à uma área militar em Deodoro. Neste sábado, alguns barulhos causaram um certo temos nas pessoas presentes ao local. O Comitê tentou explicar.

"As pessoas ouviram ruídos que podem ser disparos ou explosões. Isso é uma área militar, precisamos lembrar disso para depois precisar o que é e de onde veio. Confirmamos que esses barulhos foram ouvidos. Estão investigando e vão dar uma resposta para nós", completou Andrada.

No sábado, questionado sobre a bala perdida, Andrada afirmara que o incidente nada tinha a ver com os Jogos. “Não foi um ataque direcionado. Não estamos no alvo”, afirmou na ocasião. A bala foi encontrada por um australiano, que relatou o fato às autoridades.

Mais cedo neste domingo, no entanto, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, abriu a possibilidade de o tiro ter saído de uma comunidade carioca. Ele, no entanto, disse que o incidente havia ocorrido por causa de um drone ou balão que vigiava o local.

“É preciso deixar claro que essa investigação não é conclusiva, mas a informação preliminar é de que havia um balão e um drone vigiando uma comunidade. Alguém, sentindo-se perseguido, pode ter atirado neles, tentando derrubá-los”.



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