COBERTURA ESPECIAL - Eventos - Aviação

18 de Julho, 2016 - 15:00 ( Brasília )

Grupo de Inspeção em Voo testa integração entre radares embarcado e de solo

Testes realizados sobre Deodoro, Engenhão, Maracanã, Copacabana e Barra da Tijuca fazem parte da preparação final para os Jogos Olímpicos

Denise Fontes / Ten Jussara Peccini
 

O Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV) realizou, na última semana (13/07), os testes dos radares primários e secundários das áreas de controle terminal do Rio de Janeiro em operação conjunta com o radar aeroembarcado da aeronave E-99, operado pelo Esquadrão Guardião (2º/6º GAV).

Foi possível testar a integração do radar da aeronave E-99 com os demais radares da terminal do Rio de Janeiro, além de checar as frequências de defesa aérea nas áreas vermelhas.

Subordinado ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), o GEIV é responsável por testar, aferir e calibrar os equipamentos de auxílio à navegação aérea instalados em aeroportos de todo o País.

A utilização de radar móvel aeroembarcado é fundamental para assegurar a varredura de todo o espaço aéreo, no caso de aeronaves voarem a baixa altura e não serem detectadas por radares em terra.

Os testes foram realizados em Deodoro, Engenhão, Maracanã, Copacabana e Barra da Tijuca, localizadas nas áreas proibidas, indicadas pela cor vermelha, onde o tráfego de aeronaves, no período dos Jogos Olímpicos, só será permitido mediante autorização do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA).

“Durante a inspeção, foi avaliado o funcionamento do radar a bordo do E-99 em sua operação integrada com os radares de superfície da área de interesse das Olimpíadas. Enquanto acompanhava a trajetória do avião de inspeção, o controlador de tráfego aéreo em solo avaliou a qualidade e a confiabilidade das informações resultantes da integração, visualizadas na console radar”, explica o Capitão Aviador Raphael Osório de Oliveira, da Subseção de Programa e Controle do GEIV.

A inspeção contou com o apoio da Célula de Operações Local (COL) do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1º GCC). Criada para as Olimpíadas, a célula instalada no Destacamento de Controle do Espaço Aéreo do Galeão (DTCEA-GL) tem a função de prover pronta resposta às ações de defesa aérea.

Grandes eventos – O GEIV participou dos voos de inspeção dos radares que vão apoiar o controle do espaço aéreo durante os Jogos Olímpicos, garantindo a confiabilidade dos auxílios de navegação aérea. De acordo com o comandante do GEIV, Tenente-Coronel Aviador Marcelo de Lima Pinheiro, a unidade atua em todo o País, cumprindo cerca de 1.000 inspeções durante o ano, ao longo de 3.400 horas de voo, em média. “Precisamos ter certeza que os auxílios estão funcionando corretamente, o tempo inteiro. Nossas missões são planejadas de acordo com as necessidades específicas de cada equipamento, seja verificação periódica ou por motivos especiais”, esclarece o oficial.

FAB volta a realizar operações simultâneas independentes em Brasília¹

Por volta das 8 da manhã desta segunda-feira (18/07) duas aeronaves pousaram simultaneamente nas pistas do Aeroporto Internacional de Brasília. O procedimento deu início às operações simultâneas independentes para aterrissagem, coordenadas pelo Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I) e divulgadas durante coletiva de imprensa promovida pela Aeronáutica na capital federal. Com isso, o aeroporto passa a ser o único terminal aéreo da América do Sul a realizar o procedimento já adotado em outras cidades do mundo como Boston, Barcelona, São Francisco e Hong Kong.

“A grande vantagem é que a gente consegue aumentar o fluxo de aeronaves que se aproximam do aeroporto. Isso aí traz uma redução nas filas de aeronaves na aproximação, a diminuição da emissão de gás carbônico e também reduz a complexidade do controle de tráfego aéreo”, destaca o Chefe do CINDACTA I, Brigadeiro do Ar Gustavo Adolfo Camargo de Oliveira. Além desses benefícios, os usuários também ganharão com a agilidade na chegada das aeronaves já que a capacidade de movimentos aéreos no aeroporto passou de 62 por hora para 80.

Segurança das operações - As operações de pistas simultâneas seguem os padrões de segurança preconizados pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) e passaram por estudos dos órgãos relacionados ao espaço aéreo. “Para realizar esse tipo de procedimentos são exigidas regras rígidas de segurança e que não são tão simples de ser atingidas”, explica o Chefe do Controle de Aproximação da Terminal Brasília (APP-BR), Tenente Especialista em Controle de Tráfego Aéreo Cleveton Luciano Grings.

A estrutura do aeroporto brasiliense possui as características necessárias para realizar o procedimento como a distância entre as pistas, que é de 1,8km - 500 metros a mais de separação que o exigido pela OACI.

Cerca de 50 controladores de tráfego aéreo da passaram por treinamentos no Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA) em São José dos Campos (SP). Os militares realizaram atividades em simuladores programados para apresentar as mais diversas situações entre as mais simples até as mais complexas. “Houve um grande investimento no treinamento dos controladores. Eles fizeram todos os procedimentos de contingência possíveis para que estivéssemos preparados para o início dessas operações garantindo a segurança de quem esteja operando no aeroporto de Brasília”, destacou o Brigadeiro Gustavo

Uma das mudanças adotadas para evitar incidentes é que a agora cada pista do aeroporto possui uma carta de procedimento diferente da outra. A Torre de Controle do terminal se dividiu em duas equipes, como se dois aeroportos estivessem sendo controlados ao mesmo tempo. Uma equipe é responsável pela pista Norte e outra pela pista Sul.


Retorno das operações simultâneas - O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), órgão ligado ao Comando da Aeronáutica, trabalha há três anos para a realização das operações paralelas simultâneas independentes das pistas do aeroporto de Brasília. Em 12 de novembro de 2015, a operação de decolagens simultâneas independentes entrou em vigor, mas foi suspensa em 04 de março de 2016.

Após estudar os relatos dos voos, o CINDACTA I refez todas as análises de risco necessárias para retomar as operações. Primeiro, serão realizados os pousos simultâneos durante o dia e em condições visuais. Posteriormente os procedimentos passarão a ser realizados também por instrumentos.

Já a retomada das decolagens simultâneas independentes no aeroporto está prevista para 18 de agosto.

¹por Ten Evellyn Abelha

 



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