COBERTURA ESPECIAL - Eventos - Defesa

02 de Junho, 2016 - 10:05 ( Brasília )

Ministro da Defesa descarta ocupar comunidades durante a Rio 2016

Não recebemos nenhuma solicitação até aqui", disse Raul Jungmann.

Gabriel Barreira


O ministro da Defesa, Raul Jungmann, descartou a ocupação de comunidades cariocas pelas Forças Armadas durante os Jogos Olímpicos, em agosto.

O ministro falou sobre o esquema de segurança para a Rio 2016 na tarde desta quarta-feira (1º), durante a solenidade de posse da nova presidente do BNDES, Maria Sílvia Bastos Marques. "Por enquanto está descartado [ocupar favelas]. Nós não recebemos nenhuma solicitação adicional até aqui.

Deodoro, por ser uma área militar, terá o maior contingente, de 4,3 mil homens. No que diz respeito ao perímetro de Deodoro, estamos absolutamente tranquilos. Quanto às outras áreas [de competição], já temos decreto assinado pelo presidente que encurta o tempo de resposta a qualquer necessidade, bastando um telefonema.

Se recebermos um pedido do governador, basta o presidente dar a ordem verbal para que possamos engajar os contingentes disponíveis". Jungmann deu detalhes sobre a divisão das áreas que ficarão sob guarda das Forças Armadas.

Segundo ele, na região de Deodoro o comando será do Exército, enquanto no entorno do Maracanã e em Copacabana a responsabilidade será da Marinha. O ministro disse ainda que possiveis ameaças de atentados terroristas estão sendo monitoradas e que nenhum risco foi identificado até agora.

Ele negou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência tenham obtido informações sobre o planejamento de atentados pelo Estado Islâmico. "Os órgãos de inteligência têm contato com similares de vários países e até agora no nosso radar não existe nenhuma ameaça.

Claro que você tem que contar com a imprevisibilidade, mas até aqui não há nenhum alerta de risco de que esteja havendo alguma operação externa de alguma entidade ou grupo terrorista", explicou Jungmann, acrescentando que o Brasil vem trabalhando em conjunto com EUA, Inglaterra, sede da olimpíada anterior, França, Israel e Rússia.

O ministro também comentou a declaração do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, de que a maior preocupação quanto ao terrorismo é com os chamados "lobos solitários", que agem sozinhos e independentemente de grupos. "É a maior ameaça não só para nós, mas para o mundo inteiro, pela dificuldade de detecção.

E pela primeira vez uma edição da Olimpíada terá um centro de inteligência, com representações de aproximadamente 60 países. Eu vou estar aqui durante os Jogos", encerrou.



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