COBERTURA ESPECIAL - Eventos - Segurança

10 de Dezembro, 2015 - 09:55 ( Brasília )

Comissões vão debater organização da segurança durante Olimpíadas do Rio

Debatedores afirmam que Brasil está preparado para segurança nas Olimpíadas

Ana Gabriela Braz


Lideranças que atuam na área de segurança pública afirmaram nesta quarta-feira (9), em audiência na Câmara dos Deputados, que o Brasil está preparado para prevenir atos terroristas nos jogos.

Os debatedores ressaltaram que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016 contarão com esquema de segurança antiterrorismo que trará policiais de inteligência estrangeiros para auxiliar em ações de prevenção e reação. Também estão previstas ações integradas em níveis federal, estadual e municipal.

A audiência pública sobre a segurança nos jogos foi realizada pelas comissões do Esporte; e de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara. Os recentes atos terroristas de Paris alertaram as comissões para a possibilidade de repetição no Brasil, mas o chefe da Assessoria Especial para Grandes Eventos das Forças Armadas, general Luiz Felipe Gomes, afirmou que os riscos não aumentaram, pelo contrário, o País está mais preparado, já que aprendeu novos procedimentos de segurança com a tragédia na França.

Isenção de visto

O secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Andrei Rodrigues, esclareceu que a lei que facilita a entrada de turistas durante os jogos (Lei 13.193/15) não trará prejuízos à segurança do País.

"O visto não pode se confundir com segurança. Visto é uma questão de relação diplomática, de intercâmbio entre países, não de segurança. O visto não impede ou coíbe qualquer ação que venha a atacar a segurança pública de grande evento ou cotidiano. Nós, durante a Copa do Mundo, barramos vários torcedores argentinos que constavam na black list argentina de ingressar no Brasil. E o argentino não precisa de visto para ingressar no Brasil. Ou seja, o visto não guarda relação com segurança", disse Rodrigues.

Monitoramento

O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Trezza, afirmou que o órgão já realiza monitoramento da internet para interceptar possíveis articulações terroristas e identificar possíveis alvos.

"Nós acompanhamos, verificamos qual é a incidência de contato com essas organizações, se possível, quem são as pessoas que estão fazendo esse trabalho e tentamos depois fazer um trabalho de identificação dos relacionamentos dessas pessoas entre as que atuam na rede e entre as organizações – que tipo de propostas, de mensagens e de problemas estão sendo discutidos."

O deputado Afonso Hamm (PP-RS), um dos requerentes da audiência, disse estar preocupado, mas afirmou que outros eventos esportivos – como a Copa do Mundo e os Jogos Pan-Americanos – prepararam o Brasil para os jogos do ano que vem. Hamm também disse que pediu aos órgãos de segurança que enviem sugestões sobre a proposta de tipificação do crime de terrorismo.

Os jogos olímpicos do Rio devem trazer cerca de 350 mil turistas ao Brasil no ano que vem, segundo estimativas da Embratur. A competição começa no dia 5 de agosto.



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