COBERTURA ESPECIAL - Eventos - Naval

16 de Maio, 2014 - 16:35 ( Brasília )

Marinha se prepara para evitar ataques bioterroristas em Natal durante a Copa

Medida é preventiva e tem como objetivo a segurança durante o Mundial. Aparelhos serão utilizados em caso de necessidade de desintoxicação.

Rafael Barbosa

Natal está se preparando para eventuais ataques de bioterrorismo. Segundo o comando do 3º Distrito Naval da Marinha do Brasil, sediado na capital potiguar, a medida é preventiva e tem como objetivo assegurar a tranquilidade de moradores e visitantes durante o período da Copa do Mundo.

Além dos treinamentos dos profissionais da Saúde e Corpo de Bombeiros, a estrutura de segurança na capital está recebendo aparelhos que serão utilizados em caso de necessidade de desintoxicação de pessoas e identificação de possíveis riscos. A cidade recebe quatro jogos durante a primeira fase do Mundial.

Em contato com o G1, a Marinha informou que vai montar um laboratório móvel químico/biológico com a capacidade de identificar agentes químicos e biológicos. A estrutura vai funcionar nos arredores da Arena das Dunas. Serão sete oficiais e 81 praças trabalhando no projeto. O laboratório será posicionado junto com o Posto de Descontaminação Total (PDT) dos fuzileiros navais, que permite a desintoxicação de 120 pessoas por hora.

Além do aparato, vários equipamentos estão sendo enviados para Natal pela Marinha do Brasil para a atuação em ocorrências de defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica (NBQR).

Em terra, a Marinha utilizará carros de tração, reboques, veículos para transporte de cães farejadores de explosivos, carros-pipa e equipamentos de detecção química, biológica e radiológica, além de aparelhos para coleta de amostras de sangue.

Hospitais

Segundo a Secretaria da Saúde Pública (Sesap), os profissionais dos hospitais de Natal também estão recebendo treinamento para atender possíveis pacientes contaminados com agentes químicos e biológicos. Para este atendimento, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, e o Hospital Regional Deoclécio Marques, em Parnamirim, ficarão na retaguarda para os casos de contaminação química e radiológica.

O Giselda Trigueiro, referência em infectologia, cuidará dos casos relativos às contaminações biológicas. Mariele Galvão, da coordenação de urgência da Sesap, confirmou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também recebeu treinamento, bem como o Corpo de Bombeiros, para prestar socorro a eventuais vítimas de desastres ou ataques químicos. Em caso de contaminação, os pacientes devem ser encaminhados às unidades médicas e ao posto de desinfecção da Marinha.



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